Nesta quinta feira (17), presenciamos mais um escândalo de corrupção.  Alan Cimerman, agora ex-gerente de marketing do São Paulo, foi acusado de interferir na venda de ingressos para camarotes destinados aos shows da banda de rock irlandesa U2, que serão realizados em outubro, no Morumbi. Alan foi demitido por justa causa.

Segundo Roberto Podval, advogado do São Paulo, Alan realizou contratos com pessoas falsas, os famosos “laranjas”, para que vendessem estes ingressos a empresas interessadas em comprar os ingressos. Para Podval, os contratos foram forjados e os recibos falsificados.

Resumindo, ao invés de comprar ingressos para um show, as pessoas estavam depositando dinheiro na conta de terceiros, ou seja, o dinheiro estava sendo desviado. Podval afirma que o clube não chegou a ter prejuízos financeiros, pois o esquema foi desmascarado a tempo, e que Cimerman deveria ser preso.

O advogado de Cimerman negou as acusações, afirmando que tudo foi feito com transparência, que não houve nenhuma fraude, e que todos os contratos foram feitos diretamente no departamento jurídico do São Paulo. O São Paulo vai pedir nesta sexta feira (18) a instauração do inquérito.

Episódios como esse fazem a gente parar para pensar e perguntar: o que as pessoas são capazes de fazer para satisfazer suas ambições? Até onde chega a capacidade de se beneficiar, prejudicando todos ao seu redor? Em um país atolado de corrupção, falta de vergonha na cara e cinismo, tal comportamento até que é compreensível, levando em conta o reflexo da sociedade em que vivemos.

Em certos momentos, nos deparamos com falsos deuses. São aqueles que, por possuírem “poder” em algo – assumindo altos cargos em empresas prestigiadas – acham que podem fazer tudo, sem regras e sem limites. Talvez o maior problema disso é que ainda não há como estampar a índole das pessoas na testa, e que ninguém vem com um manual de instruções capaz de explicar comportamentos e atitudes.

Mas as coisas estão mudando. Assim como muitos políticos estão sendo condenados pelos crimes que cometeram, toda e qualquer atitude ilegal pode trazer consequências esmagadoras para o sujeito em questão. Finalmente, a justiça está sendo feita.

Para muitos, o futebol é só mais um negócio, onde enxergam a entrada para uma mina de ouro. Para o mundo, o futebol é respeito, amor e união. E é esse o sentimento que não podemos deixar morrer. Não podemos permitir que a ambição e o egoísmo das pessoas apaguem o brilho do maior esporte do mundo.

Fonte: Globoesporte.com

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