Salve nação São Paulina!

Algumas dúvidas têm cercado os corações São Paulinos depois da partida de ontem. Na verdade, uma das dúvidas vem martelando há algum tempo a cabeça dos tricolores: seria Lucas Fernandes mais útil no meio do que o Cueva? Por que não usar os dois? Simples, Cueva deixa a desejar desde que voltou de lesão pela seleção peruana e nossa maior cadência atualmente é na criação, função que é dele. Com a chegada de Hernanes, o peruano esboçou uma sutil melhora, uma entrega maior em comparação às últimas partidas já que corre um grande risco de perder a vaga para o profeta ambidestro que apesar de atuar na “volância”, é ágil com os pés para armar jogadas. Na partida contra o Grêmio nessa segunda feira (24), Dorival decidiu colocar Lucas em campo no lugar de Jonathan Gomez. O resultado surpreendeu: o time ganhou velocidade, poder ofensivo; apesar de atuar pela ponta e não no meio nessa partida, Lucas “deu um gás” no tricolor paulista e foi dos pés dele que o gol de empate saiu. Todavia, a mesma jogada que concretizou o gol de Lucas, começou com Cueva que invadiu a área adversária em velocidade. O futebol é injusto, do céu ao inferno em 3 minutos, mas não vejo motivos para não manter Cueva e utilizar o garoto pelas pontas, tomando o lugar de Jonathan. Tudo isso se o nosso profeta não estiver em condições de jogar (o que acho difícil), pois acredito que Dorival não abriria mão de Petros e tampouco Jucilei.

Realmente uma dor de cabeça para Dorival, o técnico pode mudar totalmente a cara do São Paulo e correr o risco de não adaptar o time da forma correta ou tal mudança pode culminar no sucesso do time, afinal, não temos um padrão tático até agora!

Outro ponto que gostaria de discutir é sobre uma afirmação do comentarista Ulisses Costa durante o programa esportivo Jogo Aberto. Ulisses não escondeu sua preferência por Gilberto na titularidade do São Paulo no lugar de Pratto e sua conclusão foi simples e sucinta: “Tem que ser titular! Entrou e deu raça, deu carrinho, mostrou um monte de coisa que os jogadores que estão ali não estão mostrando. O Gilberto tem que ser titular do São Paulo. Pronto, é o que eu penso e acabou!”. Voltaremos em 2014 onde tínhamos o famoso “quarteto fantástico” constituído por Pato, Kardec, Ganso e Kaká. Após a formação tática com os quatro em campo, o tricolor ascendeu na competição. Muricy Ramalho optou por deixar o meia Kaká ajudando na marcação dos laterais, Ganso armando o jogo enquanto Kardec e Pato dava velocidade às pontas. Trazendo esse esquema para os dias atuais, podemos fazer o mesmo com as peças trocando os nomes e mantendo as funções: para marcar as laterais e auxiliar na distribuição das bolas colocaríamos Hernanes na ponta esquerda, para armar jogadas Lucas Fernandes, na ponta direita Gilberto e na área, Pratto. Esse esquema de 4-2-3-1 seria ótimo, pois manteria Petros e Jucilei; não perderíamos poder defensivo e ganharíamos poder ofensivo.

Conclusão: tem espaço pra todo mundo, o que não tem é tempo para “inventar”! Que Dorival ache nossa “fórmula perfeita”, AVANTE SÃO PAULO!