Olá, caros colegas da arquibancada !

Empate no dicionário tem a seguinte descrição: “No conceito desportivo, é quando alguma equipe permanece igual com outra equipe nos quesitos que determinam a vitória”. Para você o empate é bom ou ruim ?

Ontem (25), o São Paulo empatou com o Grêmio, por 1×1, no Morumbi. Aos 19 minutos do primeiro tempo, o atacante gremista, Pedro Rocha abriu o placar da partida. Os volantes são-paulinos Jucilei e Petros até se esforçaram, mas quando a bola chegava no camisa 10, Cueva, ele já estava pressionado para armar o time.

Os torcedores já estavam agoniados e não enxergavam o time em campo após ter sofrido o gol. No segundo tempo, Dorival Júnior organizou o meio campo, substituiu Jucilei por Cicero e Jonatan por Lucas Fernandes, com essas alterações o São Paulo conseguiria atacar a zaga adversária. Aos 18 minutos, empurrado pela torcida, Edimar entrou na área e encontrou Pratto, que bateu de primeira, o goleiro defendeu, mas no rebote Lucas Fernandes mandou a bola para dentro do gol. Com a finalização positiva da jogada a torcida finalmente soltou o grito, que estava engolindo a seco.

E sabe a pergunta que eu fiz no início do texto ? Particularmente, o empate teve gosto de vitória, porque em plena segunda-feira, o São Paulo bateu o recorde de público, com 51.511 torcedores apaixonados acreditando na vitória do time. Vitória, porque o São Paulo jogou com o time que possui o melhor ataque do campeonato, com 30 gols marcados e 20 deles fora de casa. O Tricolor Paulista, lá na zona de rebaixamento marcou o gol e conseguiu segurar o placar. Vitória, porque o goleiro Renan Ribeiro fez defesas maravilhosas. Vitória, porque horas antes da partida foi noticiado: As torcidas organizadas paulistas foram autorizadas a utilizar novamente bateria e bandeires, nos estádios.

Termino o texto de hoje com o trecho da entrevista do Dorival, que disse o verdadeiro motivo do empate de ontem, ter tido o gostinho de vitória: “Seria fundamental vencermos, mas pelo que foi o jogo vimos uma entrega muito grande. Se existem falhas na marcação, por outro lado abrimos mão da tática e jogamos com vida e coração. O principal é o resgate da confiança e dessa entrega. Quando o atleta dá a vida, traz o torcedor e a torcida está carregando o time nas mãos. Seria mais do que obrigação fazermos o que fizemos. Se não com organização, mas com entrega.” Sim Dorival, se não vai na tática vai na raça.

À você torcedor são-paulino, nosso muito obrigado, por nos ajudar a mostrar para todos aqueles que desacreditaram, que nós somos sim torcedores verdadeiros, que juntos estamos excluindo isso de que “o torcedor são paulino é um torcedor modinha”. Afinal, somente com a torcida presente no jogo de ontem, lotaríamos a Arena ou o Allianz e ainda deixaríamos cerca de 11.500 torcedores do lado de fora 🙂

Por: Ana Tavares