Palavra: Comodismo.

Significado: Se acomodar com algo ou situação. Aceitar as coisas facilmente, nunca se opor ou revoltar-se contra algo.

Devido a sequência ruim do São Paulo no Campeonato Brasileiro, após 5 jogos sem vencer e com o time à beira da mais temida zona de rebaixamento, parece que o comodismo entrou mesmo em cena. Que falta vontade e raça dos jogadores, isso a gente já sabe. Que falta reação dentro de campo pra virar o jogo, a gente também já sabe. Mas e os jogadores, o que eles pensam a respeito da situação atual do time? Qual a reflexão imposta sobre essa questão? E principalmente, como eles lidam com as críticas?

Após o empate com o Fluminense em casa no último domingo, pela décima rodada do Brasileirão, uma parte da torcida Tricolor foi protestar na porta do Morumbi. Cobranças foram feitas para atitudes serem tomadas, e a diretoria do clube foi o principal alvo. Questionado sobre o protesto, Rodrigo Caio afirmou: “Um ou outro sempre vem para xingar, mas estamos acostumados com isso, temos que nos acostumar às vaias. Quando as coisas estão boas, você não pode se sentir lá em cima. Quando as coisas estão ruins, você não pode se sentir lá em baixo. Temos de ter cabeça fria, trabalhar e seguir firme no nosso propósito, porque no momento certo as coisas vão acontecer”.

Acostumar com as vaias? Não seria melhor evitá-las?

Em um passado não muito distante, estávamos acostumados com jogadores que tomavam atitudes sem pensar nas consequências, que davam o sangue pela camisa que vestiam. Um exemplo disso é o próprio Ceni, que na entrevista coletiva do dia 25, disse: “Como torcedor, também estou xingando por dentro, também sinto isso. Mas vou trabalhar todos os dias e não vou me entregar, não vou jogar fora. Sonhei com isso na minha vida e que trabalharia para ser campeão no clube do meu coração. Esse é o meu objetivo”.

Outro exemplo que podemos estampar muito bem é o ex atacante Aloísio Chulapa, que nesta quinta feira (29), disparou em um bate-papo: “Se todo jogador são-paulino fosse como Pratto, Lugano, Rodrigo Caio, Gilberto, ou o Jucilei… Se vierem mais caras como esse, show de bola. Só com quatro, cinco, e se não tiver um grupo, não chega a lugar nenhum”.

O “futebol moderno” é uma realidade, que chegou e mudou muitas coisas: não só alguns torcedores que frequentam estádios, mas a postura adotada pelos próprios jogadores, que se acomodam com quedas de rendimento e qualidade. Na pior das hipóteses, eles se desligam do time na primeira oportunidade que surgir. Sem dúvidas há um certo comodismo nesta nova geração de jogadores. Essa mesma geração, que coloca a cabeça no travesseiro tranquilamente, porque sabe que o salário vai cair na conta bancária no dia seguinte.

Texto feito por Larissa Deruiche

Citações retiradas dos sites: Globo Esporte, ESPN e Gazeta Esportiva

Foto: SPFC.Net – Terra