Salve nação são paulina!

Depois de algumas atuações abaixo do nível, o São Paulo voltou a vencer e defender um tabu que completou ontem 15 anos no Morumbi; o Palmeiras não vence no nosso templo desde 2002!

O time já entrou com uma postura diferente, sem os três volantes como o usual prometendo uma ofensividade maior durante a partida com Marcinho em um dos setores de meio campo e Luiz Araujo que faz bem o papel de distribuir a bola pro Pratto.

Já o Palmeiras entrou com uma postura um pouco mais defensiva, e mesmo com libertadores na agenda, Cuca não poupou alguns titulares do Choque Rei e assim, viu o tricolor marcar duas vezes em Fernando Prass.

O primeiro tempo foi uma “degustação” de como seria o resto do jogo: agitado, movimentado, times brigando por cada bola e um estilo de jogo bem rápido. Devido ao esquema de três zagueiros do São Paulo e com o Felipe Melo voltando diversas vezes para defender a área alviverde, ambos os times foram obrigados a jogar com o toque de bola rápido e estratégico e a marcação à frente, o que resultou em alguns passes errados. Em uma bobeira de nossa zaga, o Palmeiras conseguiu uma chance com Jean que não marcou aos 4 minutos, e um pouco depois foi a hora de Luiz Araujo arriscar aos 10, mas quem esperava que o placar se esticasse ainda nos primeiros 45 minutos se decepcionou.

No segundo tempo, ambos os times mantiveram suas posturas ofensivas como no primeiro tinha sida feito. Aos 17 do segundo tempo, Marcinho sobe em velocidade para área, passa a bola para Pratto que marca um gol que me lembrou muito o estilo de Luis Fabiano, um gol que um centroavante nato conhece de cor e salteado, 1×0! Logo depois aos 22 do segundo tempo, Jean desperdiça mais uma vez a chance de aumentar o placar para a equipe alviverde, dessa vez em um pênalti onde o lateral chutou para fora. Aos 38, Pratto domina no meio e avança para dar assistência ao jovem Luiz Araujo que não so pelo gol, mas surpreendeu no clássico com a participação e boa atuação, acredito que o menino tenha um futuro enorme pela frente.

Taticamente falando

Impusemos nosso ritmo de jogo, foi onde dominamos o Palmeiras que pouco viu a cor da bola. Rogério apostou na posse de bola e acertou. A vantagem de jogar com três zagueiros, um volante de contenção e dois homens de cunho ofensivo é a marcação por setor onde nenhum dos que foram designados para criar têm que voltar para marcar e vice versa, deixando o jogo bem mais solto e criativo.

Pratto, o homem da noite!

Não coloco o estrelismo em Pratto somente, inclusive acredito que está na hora de aplaudirmos Jucilei que é o mais regular em campo desde sua chegada, mas não poderíamos deixar de ovacionar Lucas Pratto! Não só pelos gols, mas pela entrega dele em campo. Toda vez que o vejo lutando por cada bola que se fosse outro atacante daria por perdida, me lembro da raça daquele time de 2005 e sinto orgulho de ver que a diretoria investiu no lugar certo. Alem do primeiro gol, ontem Pratto foi o responsável pelo segundo já que a assistência saiu de seus pés, mais uma vez, abriu a festa no Morumbi e marcou seu 9° gol com a camisa mais pesada do Brasil.

A lei do ex não funcionou!

Michel Bastos e Jean dois ex jogadores do São Paulo, atuaram de forma medíocre na noite de ontem, concluindo que em casa manda quem pode e obedece quem tem juízo. Jean desperdiçou duas chances claras de gol sendo uma dela um pênalti e corre o risco de perder a alcunha de batedor oficial de pênaltis, já que nos treinos Felipe Melo faz bem a função. Para alfinetar termino, em entrevista para o canal de entretenimento “Desimpedidos”, Michel Bastos disse não ter boas lembranças de clássicos jogando pelo São Paulo; bom, aí vai mais um pesadelo pra você lembrar Michel.

Com essa vitória o São Paulo respira mais calmo para enfrentar a Ponte fora de casa no dia 04/06. Em Campinas, apoiaremos e cantaremos por mais uma vitória, AVANTE SÃO PAULO!

Texto por Natália Andrade