Paradoxalmente a 7 pontos do agora G6 e a 4 pontos do temido Z4libertadores-sudamericana

Muito seguros do que querem os conselheiros da Conmenbol decidiram, de modo quase unânime, reforma na Copa Libertadores, a queridinha dos torcedores do São Paulinos. Aquela que nos permite suspirar, mesmo vivendo um momento de crise como o atual.

Dentre as modificações, está a novidade de agora disputarem, a partir da próxima edição, 7 (sete), isso mesmo SETE clubes, em vez de 5, consoante o modelo atual, ou seja, os seis primeiros do Campeonato Brasileiro além do campeão da Copa do Brasil participarão.

Isso me deixou extremamente abalada, sem dúvida, é o nosso campeonato! O São Paulo ganha mais raça e robustez nessa competição, mostra-se sempre como favorito e gigante, o Morumbi se torna MATADOR. Sem contar a renda e divulgação internacional do Clube Bem Amado.

Embora estejamos a lutar contra o rebaixamento, surge uma chance tangível, uma luz no fim do túnel, pois paradoxalmente estamos a 7 pontos do, agora, G6 e a 4 pontos do temido Z4. No entanto, faltam 10 rodadas, teremos 7 confrontos diretos com times que também almejam o G6. Por conseguinte, ainda que não tenhamos nenhuma regularidade, não deixo de sonhar com a nossa Liberta.

Muitas outras alterações estão em debate, pensou-se em ter um país sede para a final, em vez jogos de ida e volta, mas, nesta quarta-feira (4-10) essa hipótese foi descartada, pelo menos para 2017.

A outra mudança significativa é a de transformar a competição em anual, a qual começaria no final de janeiro ou início de fevereiro até o final novembro ou início de dezembro. Isso modifica todo planejamento dos clubes, que hoje se reforçam bem mais para o primeiro semestre. Ou seja, para os clubes participantes, o gasto será maior. Porém isso pode inibir o desastre que aconteceu, no Tricolor neste ano, de, após o mês de julho, ter perdido seus jogadores protagonistas sem reposição adequada. Assim, com este novo formato, os clubes têm de fazer um planejamento mais eficiente e anual, torna-se inviável contar com empréstimos semestrais, por exemplo.  Na atual conjuntura brasileira, é evidente que os times não possuem recursos necessários para esse modelo. Ademais, o mercado europeu e o asiático interferem, de modo agressivo, no nosso segundo semestre.

Ainda fico insegura quanto a essa mudança, pois, com um campeonato tão espaçado, pode-se perder a característica empolgante de um campeonato célere, com jogos de mata-mata.

Segundo o presidente da Conmenbol, Alejandro Domínguez, “ o objetivo destas reformas é potenciar o futebol sul-americano por meio de uma estratégia integral que permita gerar e reinvestir mais valor em prol de seu desenvolvimento. O calendário anual aprovado nos permitirá fomentar a qualidade dos torneios locais de cada país e elevar os estândares das competições continentais para ser mais competitivos a nível global”.

Temos de vivenciar essas mudanças para fazer qualquer conclusão, por hora, resta-nos voltar a sonhar e apoiar o nosso Tricolor do Morumbi.

 

Saudações Tricolores!