A cada rodada o amor aumenta, assim como a esperança de termos nosso São Paulo de volta

A cada rodada cresce a expectativa de vermos o nosso São Paulo novamente, aquele das histórias mais honradas entre os clubes, o time que “entre os grandes és o primeiro”.

No entanto, após o apito de cada partida, desde a eliminação da Libertadores, não reconhecemos o nosso clube. Há certa sensação de desespero, pois no exato momento o honrado é não ser rebaixado, acabamos a rodada a quatro pontos do Z4. Aquele que mais disputou e ganhou edições da Libertadores, não pode contar com a figuração em 2017.

Quanto à nossa visita no Barradão, continuamos a mostrar um futebol medíocre. No início do primeiro tempo, embora tivéssemos avidez por afirmação e consagração, não conseguimos criar. Problema antigo, recorrente desde a saída do Ganso.

O jogo chega à metade do primeiro tempo corrido, com as equipes brigando pela bola, porém com pouca técnica. Meio campo congestionado, sem chances de gols para ambos os times. Na segunda metade, o São Paulo se acertou e fez melhor primeiro tempo, aos 35 tivemos uma boa jogada com finalização quase que perfeita do LuísAraújo (o garoto jogou melhor do que nas últimas partidas, mas longe do esperado), a jogada ocorreu após a primeira triangulação entre Cueva, Hudson e Luís Araújo, o qual arruma e acerta um chutaço na trave.

Além dessa chance de gol, tivemos outras duas oportunidades, porém foram perdidas por Chavez, atacante de postura desengonçada, com pouco domínio de bola, o qual não conseguiu acertar passes de 2 metros. Ele me faz lembrar o querido e amado Centurion, por ter certos desajustes com a bola. Não sei se apenas eu fico incomodada em vê-lo usando a camisa 9, que pertenceu ao Chulapa, ao França e ao Luís Fabuloso.

Voltamos ao segundo tempo com o mesmo time, produzimos no primeiro e terceiro minutos com oportunidades de gol e depois só deu Vitória, o qual corrigiu algumas falhas e já foi suficiente para neutralizar o jogo apático do meio-campo tricolor. Ficaram reverberadas, nesse momento, a falta de padrão tático; a carência e limitação do elenco—urge contratar, no mínimo, 2 volantes, 1 meia e 1 atacante–; além disso, destaca-se o erro frequente de passe no último terço do campo, ou seja, não há criação. (Que saudade de você, Paulo Henrique Ganso. Imaginem se tivéssemos Ganso, Cueva e Calleri, será que estaríamos nesta condição de risco?)

Logo aos 6 minutos em uma cobrança de falta defensável, na minha opinião, Dênis até consegue tocar a bola, mas sem êxito. Ricardo Gomes, em resposta ao gol, tira o Lateral-esquerdo Mena e coloca o atacante Robson, na tentativa de tornar o time mais ofensivo, todavia o problema da falta de criação ficou ainda mais evidente, pois nada fizeram os atacantes sem um criador. Para sanar esta falha, o técnico coloca o meia Daniel no lugar do velocista Luís Araújo. Como última substituição sai Cueva e entra Gilberto.

Para aumentar a chateação dominical, em outra cobrança de falta, Lyanco, que por hábito vem marcando mal as bolas aéreas, faz um gol contra. Deixando a dúvida: por que o Lugano não joga?

Diante disso, é evidente que foi um jogo de times medianos, mas o Vitória foi sobressalente pela vontade, determinação e entrega do Marinho, que, mesmo com limitações técnicas, definiu a partida pela vontade, o que faltou ao Tricolor.

Ademais, dos vários problemas que temos, o que podemos resolver agora é o do técnico, é fulcral reconhecer que não deu certo e que não há tempo para esperar. Até quando o Ricardo Gomes será o treinador da Barra Funda?

Amigos tricolores, termino meu texto fazendo apelo para não deixarmos de ir ao Morumbi. O São Paulo precisa, mais do que em jogos de Libertadores, de nós. Nesse momento, a honra é não ser rebaixado.

Saudações Tricolores

 

Por Sharlene Leite