Imagem em mídia social é um ciclo, quem não está na mídia não é lembrando, quem não é lembrado não está na mídia.

Nessa olimpíada, onde acontece aqui no Rio de Janeiro, tivemos diversas afirmações e comparações sobre o salario de dois atletas que fazendo a mesma função, entre tanto um na modalidade masculina e a outra na feminina.

Vamos colocar como exemplo a modalidade que é a paixão do Brasileiro, o nosso amado futebol. As comparações em questão de utilização de força dizendo que o homem exerce muito mais que as mulheres é sem fundamento, comparação Marta e Neymar não poderiam nem existir, tem que pensar em um todo onde a função exercida é o que equivale.

De cada 10 jogos femininos, podemos dizer hipoteticamente que apenas 3 são televisionados, temos a média de quantas camisas da Marta foram vendidas ou estão disponíveis para venda em um manequim na frente da loja? Possivelmente agora com as olimpíadas, divulgando um pouco mais a seleção feminina, pode ter aumentado às vendas, porém não são produzidas modelos masculinos. Vamos pensar em algo bem próximo, quantos clubes brasileiros têm times femininos? Não existem mulheres necessárias para os clubes ou os clubes não investem?

Em base de pesquisas sabemos que os esportes foram criados para homens, mas a mudança é constante e conflituosa, muitas estão na luta para a inclusão, porém, o processo é lento demais para quem busca sempre com muita dedicação em toda pratica esportiva para pertencer ao espaço.

O futebol feminino não é fraco, e Marta não é exceção, existe apenas a falta de espaço para isso seja divulgado e olheiros ir em busca por boas jogadoras, que vemos em grandes quantidades em vídeos amadores da internet.

É existente a desigualdade de gênero.

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Nós mulheres vivemos todo preconceito e lutaremos contra ele, não nos julgue, não fale sobre nós, venha nos perguntar antes de qualquer conclusão e deixe o espaço aberto.