Ficar só olhando não da. Tem que fazer alguma coisa para que o time avance (Imagem: Eduardo Valente/Gazeta Press)
No futebol brasileiro é “normal” que conforme um time avance em uma competição, deixe outra de lado. Jogadores são poupados, resultados não são cobrados e diferenças grotescas de atuação são toleradas. Mas com este tipo de filosofia, além de perder efetivamente, os times inutilizam diversos pontos que deveriam ser aproveitados, em relação ao elenco.
Segundo o técnico Bauza, entre 10 e 15 dias, antes do retorno à Libertadores, em 6 de julho, teremos todas as atenções voltadas para o time que deverá disputar o primeiro jogo da semifinal. Tal atitude coloca em cheque 21 pontos, um terço do que conquistamos ano passado, e 25% do que o campeão da edição conquistou. 21 pontos corridos é muito para um campeonato tão equilibrado quanto o Brasileiro. Perder 21 pontos no começo é quase assinar o atestado de óbito, tendo em vista que os clubes tendem a mostrar agora se brigarão pelo G4, para não cair ou se ficarão no meio da tabela. 
Outro detalhe é que – perdoem-me, mas precisamos falar isso – o título da Libertadores pode não vir. Libertadores é um jogo após o outro, não um acumulado. É tudo ou nada. É imprevisível. É desafiadora e irresistível para todos os lados. O jogo tem 90 minutos e dentro deste tempo tudo pode acontecer, inclusive o que não queremos. E se isso acontecer, no cenário atual, ficaremos sem nada. Sem o Paulista, de que tanto rimos, mas não somos destaque nunca. Sem Libertadores. Sem o esquecido Brasileiro.
Os resultados obtidos no Brasileiro impactam diretamente a Libertadores. Os maus resultados deixam atenções divididas, se já amaldiçoam nosso clube com ele ganhando, imaginem com uma sequência ruim. Se já é complicado levar torcedor em época de glória, imagina com essa sequência (e o valor que não ajuda, né, São Paulo FC?). Um elenco embalado tem autoestima elevada e se dedica melhor em campo. 
Precisamos entender que o Brasileiro, assim como todos os outros campeonatos, não é uma consequência. É obrigação. Não temos time suficiente para dividir em duas competições, mal temos para uma, honestamente. Precisamos de determinação, para que seguir em frente, não importa o campeonato. 
Por: Ana Claudia Marioto
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