Bauza, péssimo técnico que levou o desprestigiado São Paulo a ser o único brasileiro da Libertadores 2016. Estamos de olho em quem corneta e depois diz amar (Imagem: Eduardo Knapp/FolhaPress)
Quinta-feira, 19 de maio de 2016, o dia em que vi mais são paulinos em minha vida. Fotos do Facebook alteradas para levar o escudo do clube, centenas e centenas de pessoas relatando o seu quase ataque cardíaco, prantos narrados minuciosamente e um amor incontestável pelo São Paulo FC. Todos assistiram ao jogo, todos amavam o que estavam vendo e mesclavam suas falas com aquele cântico proibido que diz que alguém está regressando. Uma perfeita lua de mel. Até ontem. 
Desde que o juiz apitou o fim da partida contra o Internacional começou a chuva de críticas, principalmente ao esquema tático de Bauza, que segundo os corneteiros não vai levar o São Paulo a lugar algum – isso me confundiu, porque vocês estavam falando que alguém voltou. Mais do que isso, a mídia que não cansa de retirar méritos do São Paulo, que em todo jogo fala que não somos os favoritos, que daquele não passaremos, veio com a novidade de que o esquema de jogo utilizado por Bauza é prejudicial ao futebol brasileiro, porque não é bonito. Agora me explica: desde quando chapéu, drible e pedaladas vencem partida? Ok, até vencem se estivermos em um campeonato freestyle, mas esta não é a realidade aplicada. 
Esse tipo de futebol, cheio de firulas é male male visto na Vila. E cá entre nós, não possui mérito nenhum em um campeonato mais disputado, como o Brasileiro, por exemplo, já que o Santos é destaque, ultimamente, apenas no Paulista.
O campeonato mal começou e temos uma vitória e uma derrota, portanto, vamos com calma. Parem de comprar discurso de jornalista e jogador que não ganhou nada aposentado. 
Eles não querem ver o nosso time vencer. Eles não querem comentar os jogos do São Paulo. Entendam, de uma vez por todas. E entendam mais ainda que uma gracinha é sim legal, às vezes, mas mais legal ainda é levantar caneco. Daqui dez anos você vai se lembrar de um título ou de uma jogada bonita?
Não é o Patón que está acabando com o São Paulo, são as incessantes e errantes cornetas que nos fazem estar em lugares cada vez menores. Acompanhe o seu time por seu amor a ele. Apoie e torça. Não se prenda a um pós-jogo do sofá. Aceite as piadas, releve e ria. Olha onde estamos, e veja quanta gente gostaria de estar lá.
É isso.
Por: Ana Claudia Marioto
@aclaudiamarioto
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