A união recente do clube mostra a verdadeira identidade do time. Todos pela vitória, acima de dificuldades. Com peso da camisa e jogando por nós, jogando pelo São Paulo FC (Imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net)
O tanto que nós mesmos, torcedores que amam seu clube, amaldiçoamos este time parece até piada. Chegamos à Libertadores sem nós mesmos confiarmos nesta equipe, não haviam expectativas e restavam apenas lamentações. A Libertadores começou e tivemos uma primeira fase depressiva, sofrimento contra o César Vallejo, uma classificação suada e na marra. Chegamos, de fôlego renovado na fase de grupos.
Complicada. Com derrota e empates. Mas o espírito do Jason, que tanto se fala, voltou. No último instante, na altitude, quando quase ninguém acreditava, a classificação veio. 
Jogadores, que antes discriminávamos, entraram em campo com uma vontade irreconhecível, e sem aparentar que estavam jogando na altitude. Brigas, raça, expulsões, vontade. Ninguém acreditava, novamente, mas passamos. 
Depois de tudo, com certeza a melhor apresentação do São Paulo. Quatro a zero, com maestria. Uma aula de futebol, da defesa ao ataque. Ganso se lembrou da época de Maestro, entendeu que veste a 10. Que passe que este senhor proporcionou. Soube comandar a equipe. 
Michel se reconciliou, jogou bem, veio discreto e marcou. Se este fosse um depoimento no Orkut poderia dizer “O que dizer deste Centurión que mal conheço e considero pakas?” Foi mais do que o jogador que mereceu camisa quando chegou, mais do que dibre, mais do que tudo. Mostrou o motivo de ser um jogador profissional. Eles acordaram.
Ainda temos muito o que lutar, se temos. Mas hoje podemos dizer que fizemos as pazes com nosso time. As cornetas de hoje não são merecidas, e vem de gente que pensa baixo. Hoje voltamos a ser o São Paulo, lutamos e entendemos que somos grandes, e time grande joga, não espera o adversário atacar. 
Obrigada São Paulo, por voltar e me mostrar porque eu gosto tanto deste esporte
Por: Ana Claudia Marioto
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