Que a união persista, mais uma vez e que ela traga a vitória, outra vez (Imagem: Rubens Chiri/SaoPauloFC.net)
Quem esqueceu aquele jogo de 2013 que atire a primeira pedra. Ney Franco fazia um trabalho razoável, nosso time era mais imponente que o do Atlético, no começo, e Jadson, na boa época tricolor, abriu o placar. Até que, o caminhão desgovernado, apelidado, vergonhosamente, de “xerife da zaga”, foi expulso e terminou com a nossa vida. 
Naquele 2 de maio, o Atlético, que era coadjuvante, virou o placar e arrasou conosco, aproveitando o jogador a mais, em pleno Morumbi. No jogo de volta a vergonha foi ainda maior, 4 a 1. E dali em diante o São Paulo nunca mais foi mesmo. 
Brigamos para não cair, no Brasileiro daquele ano. Fomos eliminados da Sul-Americana pela Ponte Preta. Em 2014 fomos os famosos café com leite, não lutamos contra o rebaixamento, mas também não colocamos medo em ninguém. E 2015, ah o ano passado, foi a temporada que qualquer são paulino deseja esquecer.
Aos trancos e barrancos, brigando por nada, brigando apenas com nós mesmos. Este era o São Paulo até o começo desta temporada.  Talvez um karma, talvez um ciclo se abriu ali, ou alguém rogou uma praga, não sei, tanto faz. Mas que a única coisa que morra no Horto seja essa má fase. Nós mudamos e estamos caminhando para o bem, não falemos mais em coisas ruins para não atrair. Que o amadurecimento e a união que solidificou essa equipe persista. Veja bem, até vencemos fora de casa. O feitiço está acabando. 
Superemos juntos tudo isso. Somos São Paulo, voltemos a ser São Paulo. Que aqueles caras apitem o quanto quiserem, apitem mais, apitem pela fé que temos e por tabus que serão quebrados. Vamos, porque juntos somos mais fortes. A festa e a pressão deles, lá, jamais será maior do que nossa torcida proporcionou aqui. 
Termino hoje com a frase de Thiago Mendes, que ela ecoe em nós, que ecoe no elenco. “Não mete medo em ninguém!”.

Por: Ana Claudia Marioto
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