“Maria Campos, a “Filhinha”: Mulher. Negra. Pobre. Líder. Desde 1949, num Brasil em que o futebol era mais do homem que qualquer um de nós possa imaginar, quem puxava o grito tricolor nas arquibancadas, do Pacaembu ao Canindé, era ela”

Maria Campos, conhecida por todos como Filhinha, torcedora símbolo, aquela que se destacava pela paixão ao seu clube tornando referencia quando o assunto é ser torcedor. Integrante da TUSP, a 1ª torcida organizada do Brasil, acompanhava o São Paulo assiduamente, seu guarda roupa era tricolor sempre. 
Não muito diferente de hoje o futebol era considerado esporte para torcedores do sexo masculinos, contudo, Filhinha acompanhava seu time como ninguém, respeitada por amar seu time de igual para igual,   assim como os outros torcedores, brigava quando o time precisa, chorava MUITO e o mais importante, sempre estava a apoiar o clube. Aquela torcedora que vivia seu time com unhas e dentes.
“O São Paulo é demais. Sua camisa é maravilhosa, sua bandeira é maravilhosa, seu nome, seu estádio, seus títulos, tudo do São Paulo é maravilhoso. Eu gosto porque gosto e não desgosto.” (Filhinha, Revista Placar/São Paulo – Abril /1979)
Acreditamos que não tenho um banco de dados onde encontre um pouco mais sobre sua história, talvez pelo fato da época, uma mulher em uma arquibancada seria algo um pouco estranho, mas tanto em livros sobre torcidas e o futebol brasileiro o nome dela se encontra como memorável a ser lembrada quando o assunto é SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE. 
Nunca podemos esquecer a força que temos, Filhinha mostrou isso e foi respeitada por onde passou, quando se ama verdadeiramente um time é de igual pra igual seja qual for seu sexo, idade, raça ou lugar, somos apenas TORCEDORES amantes do TRICOLOR PAULISTA
Por: Steffany Kanysha
@kanyshafany
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