Dando continuidade no especial de São Paulindas 7 anos nós hoje temos o prazer de recebermos a Naty Yolanda que foi uma pessoa muito importante para nós no primórdios do site onde colaborou em diversas funções do site. Saiba mais sobre ela e acompanhe a matéria que ela fez para nós.

Primeiramente, quero agradecer ao SPFC 1935 e ao São Paulindas pelo
convite para escrever esta coluna especial.

Aos que não me conhecem, sou a Natalia Yolanda, tenho 30 anos, tricolor
desde o berço, casada com o Filipe (tricolor também) e recentemente me tornei
mãe da mais linda das São Paulindas, a Alice (que já foi ao estádio mais vezes
do que eu). Sou professora de formação, mas sempre gostei da área de
comunicação. Moro em Cotia, SP, próximo do CFA (que está nos devendo alguns
bons jogadores).

 

Cheguei aqui no São Paulindas no final de 2010; antes, fiz parte do
Sempre Tricolor e sempre dei minhas cornetadas pelas redes sociais, com um
linguajar bem peculiar (a maternidade me fez pegar mais leve). Isso chamou a
atenção do Maurício e ele me convidou. Fiquei no site até julho de 2014, sendo
que escrevi na home e fiz parte do staff, sendo revisora das colunas.
Pra mim, é motivo de orgulho dizer que vi o “Sangue Vermelho, Branco e
Preto” nascer e, principalmente, ouvir (e ler) que a edição que distribuímos a
caixinhas foi uma das que mais marcaram. Foi uma ideia que jamais pensei que
fosse fazer tanto sucesso. Também me orgulho de ver a dimensão que o próprio
São Paulindas tomou, mostrando que as mulheres sabem falar sobre futebol em
todos os seus aspectos e de igual para igual com homens. Isso tudo sem perder
nossa feminilidade; eu mesma já associei futebol a esmaltes e foi algo bem
interessante. Uma pena que tive problemas de saúde, além da rotina de dona de
casa, e precisei deixar o site. O lado bom é que fiz grandes amizades aqui e
fico feliz em ver este espaço crescer cada dia mais. 

E o que dizer do São Paulo atual? Se em 2010 eu já cornetava (coitado do
Washington), imagina agora? O Bauza é um excelente técnico, tem boas idéias,
mas os jogadores parecem que não querem colaborar. Os pênaltis do Michel Bastos
são o melhor retrato da apatia do time. Estava no Pacaembu, vi acontecer um
deles na minha frente, no alto de 33 semanas de gestação. Entendo que a crise
política do time colabora e muito nisso, mas o time se mostra cada ano mais sem
rumo, não mostra a grandeza do clube de forma fidedigna, apesar de que
reconheço que outros times que por menos do que passamos cairam pra segunda
divisão. Eu espero de coração que minha filha tenha a chance de ver um São
Paulo mais organizado e com jogadores que ao menos mostrem mais respeito à
camisa.