Dando sequência no especial de 7 anos do São Paulindas, hoje é a vez da Nina retornar ao São Paulindas para contar um pouco para vocês a importância do Sâo Paulindas para ela e para todas torcedoras! 
No mês em que comemora sete anos de existência,
fui convidada para falar sobre o São Paulindas e minha trajetória dentro do
portal. Aceitei claro, com muita felicidade e satisfação. Entrei para a família
SPFC1935 em 2011, mas minha história neste canal feminino começou em 2012.
Foram pouco mais de três anos de pura dedicação e muito amor a uma causa que eu
sempre acreditei e que foi possível colocá-la em prática aqui no SPL.
O canal pioneiro e um dos únicos a ser feito
apenas por mulheres que representam um time de futebol sempre foi o grande
diferencial do SP35, mas na minha visão, ele precisava de mais força e
empoderamento. Não poderíamos nos resumir a contar apenas histórias de atletas
e ex-atletas, fazer posts sobre pré ou pós jogo, analisar o desempenho de um
jogador específico. A gente podia e merecia mais! Era necessário afirmar nosso
poder como torcedora, nossa habilidade como jogadora, nossa competência como gestora
e nossa emoção ao falar de São Paulo Futebol Clube.
Era preciso ir além do (tão divulgado) futebol
masculino. Era preciso falar de nós e delas. O futebol dos homens jamais foi
abandonado por aqui, mas o correto a dier é que o futebol das mulheres foi adicionado
ao nosso dia-a-dia. Pelo São Paulindas, tive o prazer de entrevistar e conhecer
tantas histórias incríveis de mulheres que fazem a diferença no esporte e
também pude organizar eventos e ações visando maior destaque e oportunidades ao
público feminino.
Entre tantas reportagens, lembro com muito carinho
de quando a treinadora Emily Lima me recebeu em sua casa para me contar sua
trajetória no futebol. Na época, em 2013, Emily tinha acabado de se tornar a
primeira mulher a ocupar um cargo como técnica na CBF, e treinava as equipes
sub-15 e sub-17 do futebol feminino. Contei a história das meninas do Pelado
Real Futebol e Arte e pude voltar a praticar futebol depois de conhecê-las. Acompanhei
uma entrevista incrível com o Raí, em uma sabatina organizada pela Folha de
S.Paulo.
Emily Lima recepcionou a equipe do São Paulindas em sua casa
Pude reviver o passado glorioso do futebol
feminino do São Paulo nos anos 90 e entrevistar nossa eterna craque Sissi,
direto dos Estados Unidos. E, quem diria, vi o futebol feminino voltar ao
Morumbi com um timaço de guerreiras que passaram por inúmeras dificuldades em
menos de 10 meses (salários atrasados e término do projeto) e mesmo assim foram
vice-campeãs do Paulista em 2014. Jamais esquecerei aquele jogo entre São Paulo
x Santos, na sede social do Morumbi, quando elas se classificaram para a final.
Os torcedores fizeram uma festa e  um
apelo sincero que me emocionou demais: “NÃO ACABEM COM O FUTEBOL FEMININO”.
O Futebol Feminino tem o seu valor! 
Conheci a história do time inglês Dick Kerr
Ladies, formado por mulheres em 1917, em
meio a Primeira Guerra Mundial e que arrastava multidões para acompanhar suas
partidas. Entrevistei Mara Casares, a única diretora do São Paulo Futebol
Clube, que comanda a parte social do clube.
Fiz
exigências ao clube, pedindo mais atenção para suas torcedoras, dei opiniões
polêmicas sobre nossas gestões, treinadores e jogadores. Alguns concordavam e outros
não, mas jamais fui desrespeitada ou censurada por emitir meu ponto de vista.
Além
de participar ativamente da organização da Campanha Sangue Vermelho, Branco e
Preto – que acontece desde 2011 – me envolvi no andamento de outras ações que
tenho muito orgulho de ter realizado. Em junho de 2014, fizemos uma parceria
com o Manuia Spa que nos ajudou a receber e atender quase 40 torcedoras dentro
do camarote da Penalty, no Morumbi. As meninas puderam assistir ao jogo juntas
e cuidar das unhas, fazer uma make-up especial e, de quebra, ganharam desconto
nas compras feitas loja da marca. Foi incrível!
Evento das mulheres no Camarote da Penalty organizado pelo São Paulindas
Outro
evento que fez história foi o “Majestosas”, realizado no Dia Internacional da
Mulher (08/03/2015) quando reunimos 40 torcedoras do São Paulo e do Corinthians
para torcerem, JUNTAS, pelo seu time do coração, no bar O Torcedor, no
Pacaembu. Foi um dia muito especial e inesquecível. Sorteamos brindes para as
tricolores, com o apoio do programa Sócio-Torcedor do São Paulo.
“Majestosas”
E,
para agradar também a equipe de colunistas do site, organizei um ensaio especial
no Morumbi. Sem apelo sexual, a ideia foi desfrutar da parceria com a
Passaporte FC e guardar boas imagens e momentos inesquecíveis de nossa presença
no Estádio do Morumbi. Fizemos fotos como torcedoras apaixonadas e contamos
alguns relatos sobre nosso amor pelo São Paulo FC. O fotógrafo Leonardo Hirai
foi o responsável pelos clicks e todas nós amamos o resultado.
Ensaio no Morumbi
Por
fim, pude representar o SPFC1935 na despedida de Rogério Ceni, realizada em
dezembro de 2015. Uma noite memorável, do início ao fim. Fizemos uma cobertura
incrível com direção de Bruno Mancini e realizamos entrevistas exclusivas com
jogadores que fizeram parte da história do nosso amado tricolor. Acho que me
despedi em grande estilo.
Nina foi responsável em cobrir a despedida do M1T0 para o SPFC1935
Não
faço mais parte desse time há pouco tempo, mas a sensação é de que nunca
deixarei de ser uma São Paulinda. Sou eternamente grata por tudo que aprendi e
realizei no site, pelas histórias que conheci e pel@s amig@s que fiz durante
esses anos. O site me aproximou muito mais do clube e me fez conhecer tanta
gente (pessoalmente e virtualmente) que fazem parte da minha vida até hoje.
Fundei
recentemente o ~dibradoras, um projeto que destaca a participação da mulher no
esporte, mas a verdade é que tudo começou aqui. Se hoje milito por mais espaço
e visibilidade para as atletas – especialmente para o futebol feminino -, é
porque o São Paulindas me deu a oportunidade de falar mais sobre elas, estudar
o assunto e conhecer pessoas incríveis que fazem parte desse mesmo objetivo e,
agora, traçar o meu próprio caminho.
Durante
esses anos em que eu fui uma São Paulinda, eu aprendi a ser mais mulher, mais
guerreira e a abrir espaço para tantas outras que passam despercebidas aos
olhos de muita gente. A minha luta começou aqui.
Feliz
7 anos e obrigada por fazerem de mim uma mulher-torcedora-jornalista melhor.
Sigam em frente!

Quem disse que mulher também não bate um bolão? Nina é prova disso!