23 anos entre hoje e a última vez em que Pintado pisou nos gramados tricolores. Volante consagrada e idolatrado pelos que viram e pelos que não viram o seu futebol. Aos 50 anos, o ex-jogador chega para assumir o lugar de Milton Cruz. Mas por quê desta escolha?

Há anos o São Paulo tem problemas entre diretoria e elenco. Constantemente são levantadas possíveis – e prováveis – rixas e rachas na equipe. Constantemente são falados de times A e B. Os jogadores que era do Rogério e os que não eram. Os meninos dos olhos do Milton e os que ele não simpatizava. Pintado chega com a proposta de trazer o campo para a diretoria e de levar a diretoria ao campo. 
“Mas pera, eu já ouvi algo assim antes!” Sim, já ouviu. Desde os agressivos problemas administrativos de elenco de 2015, que refletem fortemente na torcida até hoje, a diretoria são paulina optou por construir um time de “raça”, e há poucos meses um dos maiores exemplos desta raça reintegrou a equipe.
Assim como Lugano,  Pintado teve como característica ser um jogador que entrava com a alma em campo e que a deixava lá. Ele simboliza a raça, a vontade de vencer e a garra para que isso aconteça. Sendo assim, a torcida tricolor celebra mais uma grande estrela retornando ao se hall. 
Poderíamos falar que é só isso, sim, claro. Se este fosse um publieditorial. Mas a verdade é a diretoria esta querendo comprar torcida e jogadores com a nova aquisição técnica. Nós, reles mortais que sofremos dez vezes mais e não ganhamos um décimo desses infelizes, sorrimos e acreditamos em um futuro melhor. Os jogadores derrubam a barreira criada, lisonjeiam-se por ter um ícone do futebol brasileiro ali, que os entende e fala a mesma língua.  Com um jogador experiente e centrado como pintado é possível falar a mesma coisa, em línguas diferentes e tudo ser resolvido – tomara.
Pintado chega também com o objetivo de atualizar o elenco. Não apenas trazendo a base para o principal, de forma concisa, como há tempo não se faz. Mas atualizarmos tecnologicamente, atividade que Milton deixava a desejar. 
Seu sucesso no cargo é um chute, mas já aprendemos que quem não chuta, não faz gol. Boa sorte, grande.

Por: Ana Claudia Marioto
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