Saudações Tricolores!
O tempo do argentino Jonathan Calleri no São Paulo está se esgotando! 
Confesso que isso me deixa receosa quanto ao futuro do clube na Libertadores e no decorrer do restante da temporada de 2016. 
Eu não gosto de creditar as glórias, derrotas, sucesso e boas ou más atuações a apenas um jogador. Futebol é  trabalho em equipe, é coletividade, é resultado do empenho de 11 jogadores em campo mais comissão técnica, diretoria e até da torcida!  Mas é inegável que a individualidade de Calleri tem feito o centroavante argentino destoar e se destacar no grupo. 
Foto: Rubens Chiri / Reprodução: Site Oficial SPFC 

Calleri que foi apresentado em 1º de Fevereiro deste ano tem contrato com o clube até dia 30 de Junho, sendo negociável uma prorrogação, caso o clube chegue a fase final da Libertadores. Se a Inter de Milão, clube para o qual seus direitos serão cedidos após essa data, o liberará são outros 500. Vontade de ficar ele tem! Aliás vontade é o que não falta a esse Argentino. Briga pela bola, corre, ataca e volta para ajudar na marcação. Eita menino raçudo! 

E essa postura aguerrida tem contagiado outros jogadores da equipe, Kelvin disse em entrevista recente que a “raça argentina” de Jony motiva o clube.
Em sua estréia Calleri deixou sua marca na partida da pré-libertadores fazendo seu primeiro gol com a camisa tricolor contra o César Vallejo.
Em sua primeira partida no Morumbi no último dia 05 de Abril marcou 4 gols contra o Trujillanos, tornando-se o jogador com mais gols em uma única partida de Libertadores. 
Contra o River Jony marcou mais 2 gols tornando-se artilheiro isolado da Libertadores com 7 gols, 
Calleri já deixou seu nome marcado na história do São Paulo igualando Raí como um dos maiores artilheiros da Libertadores.
Não é a toa que a torcida canta: Ôôô, toca no Calleri que é gol! Em quase todas as oportunidades é isso mesmo que acontece! 
E é por tudo isso que eu me pergunto o que será do São Paulo quando o contrato de Jonathan Calleri acabar e ele se despedir do São Paulo? 
Hoje acredito que não temos no elenco nenhum jogador que tenha características similares as do atacante argentino. E não digo só pela questão técnica, porque acho que isso não nos falta. Mas no geral. Calleri tem seus dias de baixo rendimento, mas no geral tem cumprido muito bem o seu papel fazendo gols.
Já Alan Kardec tem tido atuações apagadas e irregulares que nem de longe lembram o atacante contratado em 2014. No quesito pontaria então nem se fala, contra o River perdeu um gol feito.
Kelvin tem se destacado e aos poucos vai conquistando seu espaço na equipe de Bauza, mas ainda precisa de tempo para mostrar seu potencial e se firmar na equipe titular. 
Com Centurión tem que segurar na mão de Deus e ter fé, porque a proporção de passes certos x passes errados é inversamente proporcional. 
Rogério teve poucas chances com Bauza, mesmo com as atuações meia boca de Cenurión…
O burburinho das últimas semanas acerca de um possível interesse do São Paulo em Fred, atualmente no Fluminense, me deu calafrios só de pensar na possibilidade da vinda dele ao Tricolor Paulista. Não acho que Fred seja um mal jogador, mas ele está em final de carreira e seu rendimento não é mais o mesmo desde antes da Copa de 2014. Definitivamente não acho que a experiência dele contribua mais do que a de Luis Fabiano contribuiu nas últimas temporadas.
Novamente, não acho que um único jogador tem o poder de levar um time inteiro nas costas, mas os últimos jogos nos mostram que desenvolvemos uma certa “Calleri dependência”. E isso preocupa.
Estão faltando jogadores com sangue nos olhos e com vontade de ganhar. Mas onde encontraremos um atacante cujo salário não ultrapasse o precário orçamento do clube e que cuja qualidade esteja no mesmo patamar de Calleri? Sinceramente, não consigo pensar em muitos nomes.
O que sei é que com a saída de Calleri se nossos atacantes não se esforçarem para mudar o atual cenário ou o São Paulo não buscar por uma alternativa no mercado, sinto em dizer, mas teremos um futuro tempestuoso no Campeonato Brasileiro deste ano.
Por: Andréia Silva