Risadas – da nossa cara – e baixarias endossaram a gestão de Aidar, vice-presidida por Ataíde (Imagem: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Quem me dera se a noite de ontem tivesse sido a solução dos problemas do meu São Paulo, quem me dera. Não foi a solução, mas digo daqui que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Carlos Miguel Aidar “longe” do nosso tricolor. Assim como Ataíde Gil Guerreiro, o ex-presidente não faz mais parte do Conselho do São Paulo Futebol Clube. 
Necessária e o mínimo a ser feito, assim defino a exclusão de Aidar. Desonesto, uma erva-daninha que se infiltrou em todas as esferas do clube. Fazendo mal e deteriorando o que um dia foi grande. Negociações pretensiosas, transferências incabíveis, comissões que nunca deveriam existir.
Com quase cinco horas de duração, a reunião se estendeu por toda a noite, regada a acusações e defesas. Ao final Marcelo Pupo, presidente do Conselho Deliberativo, deu o veredito: a expulsão. 
A máxima que poderia acontecer, aconteceu. Dos 177 presentes, 142 foram favoráveis à saída de Aidar, e 120 a de Ataíde. Aidar saiu sorridente e falante da reunião, assim como se manteve durante a mesma, como se algo favorável a ele estivesse acontecendo, ou se a expulsão do Conselho não fosse algo tão importante assim para ele. 
Por outro lado, Ataíde, expulso por tentativa de homicídio (???) – motivo que o Conselho rodeou muito para dar – saiu nitidamente abalado com a situação, e afirmou que pediria demissão do cargo de diretor de relações institucionais.
Entre todos os defeitos, até aqui, Ataíde foi o mais são paulino dos conselheiros. Errou e falhou como vice-presidente, mas íntegro defendeu o clube, e por honra e amor a ele, foi expulso do conselho. O que aconteceu foi grande e importante ao São Paulo FC, mais do que isso, foi uma prova de que a justiça pode fazer parte, mesmo que singelamente, de nossa história. 
Espero e anseio para que não acabe aqui. Torço para que toda a aliança construída e apodrecia por Carlos Miguel Aidar seja investiga e expulsa. Torço mais ainda que investigações civis, executadas pela justiça brasileira, aconteçam e que o ex-presidente pague por todos os seus comprovados crimes.
Vamos sim comemorar, talvez esta seja uma vitória mais importe do que a de quinta-feira.
Por: Ana Claudia Marioto
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