Aidar, que ofereceu metade do dinheiro roubado do São Paulo na negociação com Under a Ataíde, se disse sentir traído pelo amigo que liberou a gravação (Imagem: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Quando ligamos a televisão, o rádio ou abrimos as redes sociais vemos debates incessantes sobre a discussão do futuro do país esta semana. Mas sabia que o São Paulo passará por algo muito semelhante nos próximos dias?
No final do ano passado, o ex-presidente, Carlos Miguel Aidar, e o ex-vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, se envolveram um uma briga, dentro de um hotel na capital paulista, após Ataíde acusar Aidar de desviar dinheiro do clube.
A comissão de ética, composta por 240 membros e presidida por José Roberto Ópice Blum, debaterá, até sexta-feira (22/04) sobre o caso. E, dependendo do julgamento, poderão solicitar a expulsão de ambos do São Paulo FC.
Caso a medida mais extrema não seja escolhida pelo Conselho Deliberativo, que dará o veredito final no dia 25 de abril (segunda-feira), no Morumbi. Aidar e Ataíde poderão ser advertidos, suspensos de seus cargos por até 90 dias ou serem absorvidos das acusações. 
A investigação do caso foi iniciada por Wilton Brandão Parreira Filho, que deixou seu cargo de conselheiro em dezembro, e tem um relatório de quase mil páginas, dividias em seis volumes.
Espero, profunda e piamente, que a justiça comece a aparecer dentro do setor administrativo do clube. É repugnante torcer por um clube sujo, injusto e de ladrões hipócritas. Que negócios, benefícios e o dinheiro pare de pesar. Que o São Paulo volte a ser um time de futebol e não um exemplo de corrupção.

Por: Ana Claudia Marioto
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