Hoje compartilharei um pouca da minha infância, vulgo “aborrecência” entre 14 e 16 anos. Sim, aquela idade chatinha onde tudo é um problema, tudo é chato. De fato, o que não achava chato era jogar futebol, falar de futebol e assistir futebol com meu pai. E muito menos ainda achava que acordar as 7 horas da manhã em um sábado para jogar futebol era um problema, pelo contrário.

Quando cheguei nessa idade algo em mim aflorou e tudo ocorreu naturalmente. Essa paixão pelo futebol, fez com que eu, junto com uma prima e amigas, por curiosidade, fossemos até uma escolinha de futebol oficial do São Paulo e lá participar de alguns treinos.

No começo,  como éramos em pouquíssimas meninas (as vezes só 4 meninas em um treino) treinávamos com os meninos bem novinhos.  Logo, aquele treino foi se transferindo para um campo maior, onde o time foi crescendo, eu chamava mais amigas, as amigas chamavam outras amigas e assim criávamos um treino só de meninas.

Imagem Reprodução 

Lembro como se fosse ontem o primeiro campeonato, as cidades que iriamos jogar, e tudo isso acompanhado dos meus pais, tios e amigos.

Nunca pensei em jogar profissionalmente, muito menos era boa de bola. Eu jogava por diversão, pelo prazer de acordar as 7 horas da manhã em um sábado, vestir camisa, meião e chuteiras e acordar meu pai para levar até o treino.

Nunca sofri preconceito em querer praticar o futebol por diversão. Depois de uma infância praticando Jazz, Natação, Atletismo eu me descobri no futebol. E hoje sei como todos esses esportes foram importantes na minha vida.

Então, senhor pai, senhora mãe, por pura experiência: Se sua filha quer praticar algum esporte, deixe-a! Se ela quer jogar futebol, deixei-a! Torça, acompanhe. No futuro bem próximo, ela relembrará desses momentos com prazer e você vai fazer parte disso.


Por: Carol Sbrici
@carolisbrici