Saudações Tricolores!
Essa semana em comemoração ao Dia Internacional da Mulher publicaremos textos voltados à ligação da mulher com o esporte. Obviamente traremos temas ligados ao futebol nosso tema central, mas também traremos histórias de mulheres ligadas aos mais diversos esportes e nas mais distintas posições.
Iniciaremos com um texto onde discorro brevemente sobre a ligação da mulher e o esporte desde as mais antigas civilizações até a os tempos atuais. 
Charlotte Cooper, primeira campeã olímpica. Reprodução: internet
Historicamente notamos que desde a Antiguidade a mulher tem dificuldades para se inserir no mundo esportivo, Na Grécia antiga (776 a.C a 393 d.C) quando iniciaram-se as Panatéias (primeiros jogos olímpicos) as mulheres eram proibidas como atletas e até mesmo como espectadoras. 
Isso se arrastou durante muitos séculos onde a a mulher na maioria das vezes subjugada pela figura masculina (pai, marido, irmão) foi praticamente excluída da vida pública, cabendo a ela apena o papel de procriadora. 
Apenas nos séculos XVIII e XIX as mulheres iniciam sua participação em eventos tidos na época como tipicamente masculinos. Podiam acompanhar seus maridos em alguns eventos tais como remo, corridas de cavalo.
Na primeira edição dos jogos olímpicos modernos e,m 1896 não houve participação feminina, foi apenas em 1900 que as mulheres conseguiram participar de algumas competições de golfe e tênis feminino. A britânica Charlotte Cooper a primeira campeã olímpica, ainda assim acabou por não receber uma medalha, pois o tênis não era contemplado com premiação.
Com o passar dos anos as mulheres foram vencendo as barreiras impostas pela sociedade influenciada pela cultura patriarcal e aumentaram sua participação nos jogos olímpicos.
Em 1908 foram 37 atletas femininas participando em mais modalidades.
Em 1917 foi criada a FEFI – Federação Esportiva Feminina Internacional pela francesa Alice Melliat em face as dificuldades enfrentadas com o COI para participação feminina. 
Para pressionar o COI a FEFI organizou Mundiais Femininos disputados em 1922 e 1923 em Monte Carlo com a participação de 300 mulheres na primeira edição e 700 mulheres na segunda.
A participação de mulheres brasileiras nos jogos olímpicos começou na década de 20 através de jovens que eram em sua maioria filhas de imigrantes europeus.
A primeira mulher a representar o Brasil e a América Latina foi Maria Lenk com apenas 17 anos que competiu na modalidade natação. Maria começou a praticar natação por conta de problemas de saúde. Além de ter sido a primeira mulher a representar o Brasil, foi também a primeira a nadar no estilo borboleta, inovando e aperfeiçoando a técnica do nado peito.
A participação das brasileiras não foi muito inexpressiva durante os anos subsequentes, ficamos apenas com o quarto lugar em 1964 em atletismo.
Foi nos anos 90 que a participação brasileira começou a ser mais expressiva e que conseguimos mais medalhas em modalidades como vôlei de praia, basquete e vôlei de quadra.
Percebemos facilmente que a mulher segue em constante luta para se firmar na sociedade e nos esportes. O processo histórico de inserção foi, e continua sendo até hoje, marcado por muito preconceito, muita pressão social, luta e reivindicações por direitos iguais.
Ainda há um longo caminho a ser percorrido para que pressões sociais sejam atenuadas e para que a mulher ocupe ainda mais espaço no mundo do esporte.