Pizza de três sabores. Tradução da realidade tricolor em forma de charge (Charge: Diego Salles/SPFCharges)

Esperança. Esse foi o principal sentimento do torcedor são-paulino para esta temporada. Lugano voltou, um técnico famoso por resolver problemas defensivos havia sido contratado, a equipe supostamente estaria unida após a aposentadoria da principal referência do elenco tricolor e finalmente parecia que a máfia que assola nossa diretoria, desde os tempos do JJ, havia sido exterminada.
Ilusão. Isto foi o que aconteceu conosco olhando de um pouco mais pra frente. Acreditamos muito que tudo poderia dar certo, nos empolgamos com um começo de temporada razoável. Novamente nos iludimos, acreditamos, nos decepcionamos e acabamos cobrando demais
Frieza. É o que nos falta para entender que a faixa de capitão pode ter sido sim banalizada. Que sofremos sim do mal do ex que mete gol. Que nosso time precisa de muito para ser ofensivo. E que desta forma dificilmente chegaremos ao gol.
Discernimento. É o que peço aos torcedores são-paulinos hoje. Precisamos abrir o olho e ver que uma divisão na equipe não é algo que acontece pontualmente no vestiário. Que não é por acaso que um técnico escala sempre o mesmo cara que parece não saber o que está fazendo ali. E que não apenas um jogador não sabe a grandeza de seu time, mas um assessor não sabe dela e nem qual deve ser o seu posicionamento como profissional.
Bagunça. Esta é a realidade do São Paulo. Temos um magnata que parece brincar de novela das 21h na direção do clube e que tenta comprar influência e maior espaço nas decisões da diretoria. Temos um presidente que só está lá porque o anterior renunciou após indícios de corrupção, e mesmo assim ele se nega a investiga-lo por participar do mesmo grupo político
Distante. Sim, nosso time tem muitas deficiências em campo. O coração do torcedor não aguenta mais ver jogos sofridos e patéticos como o contra a Ponte Preta. Mas nós torcedores devemos parar de apitar quando um jogador pega na bola e apitar pr’aquelas naves blindadas, que entram no CT, e que são compradas com dinheiro que deveria ser utilizado para investir em futebol. O problema está longe dos gramados, e não usa chuteira.
Por: Ana Claudia Marioto
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