Quando escolhemos um time, uma equipe para acompanhar e torcer durante uma vida inteira, passamos por várias experiências. Passamos por vitórias, discussões saudáveis nos bares, derrotas, criamos novas amizades, gastamos dinheiro com artigos e ingressos do clube, entre outras milhares de coisas. Tudo isso com uma finalidade, demonstrar amor e querer passar de geração para geração as coisas que esse clube proporcionou de bom na vida. Pois bem, mais nem sempre as coisas permanecem saudáveis quando se vê algo errado.

  Infelizmente hoje o ser humano é movido pela ganancia, onde mais se tem mais se quer, tristeza grande que já chegou aos gramados há algum tempo. Como São Paulina, não vou me referir apenas pela politica dentro do clube, que na minha opinião é onde está a grande laranja podre de alguns anos pra cá, mas me refiro também aos jogadores, principalmente aqueles que esquecem o futebol e passam a criticar torcedores, alias, torcida hoje, que também  é reflexo e se mostra dividida, uma tristeza.

  Convido meus leitores a voltar no tempo para relembrar uma pessoa, um tempo onde as coisas funcionavam mais com a emoção do que a razão, não, eu não estou dizendo que naquela época não existisse ganancia, mas hoje vamos relembrar de um grande exemplo de amor ao futebol, um imenso amor pelo São Paulo Futebol Clube: Porphyrio da Paz, o compositor do hino Tricolor.

 Para quem já ouviu falar mais não conhece um fato ocorrido na vida de Porphyrio, digo em claras palavras que esse cara,  um tenente do exercito, em 1936 foi despejado de sua casa por ter ajudado muito o clube, por puro amor.

Porphyrio da Paz, fardado na inauguração da Sede do São Paulo, em 1936
fonte: saopaulofc.net

Em relato, Porphyro disse uma vez

“Quase tudo que recebia ia para o clube. Quando fui avisado da perda da casa, fiquei desolado. Andava de um lado para o outro, sem saber o que fazer. Mas o amor pelo São Paulo foi maior e, em vez de desistir, comecei a cantarolar: “Salve o Tricolor paulista” e compus o hino do clube. Foi cantando o hino que eu e minha família deixamos nossa casa”  

  Como não se emocionar lendo esse relato? Ai, me pego pensando nos dias de atuais, onde nós torcedores, pagamos nosso ingresso, pegamos transporte público, transito para chegar no estádio, para que da mesma forma Porphyrio amava o São Paulo, nós da nossa maneira tentamos ajudar o clube e saímos com derrotas, torcida dividida, brigas, resultando em  total infelicidade com o clube de uns anos pra cá.

  Precisamos, urgente de mais Porphyrio`s dentro de campo e fora dele também. Mais amor pela camisa, menos amor pelo dinheiro.


Agradecimento: http://www.saopaulofc.net/

Por: Carolina Sbrici
@carolisbrici