Torcedores interagindo com um verdadeiro camisa 10. Fica a dica (Imagem: São Paulo FC/Divulgação)

Retornei para a equipe no início do ano, como comentei em minha primeira coluna de 2016. No meu reingresso falei que tentaria ser menos corneta, menos chata e crítica com a equipe tricolor. Pois bem, tentei. Juro, eu tentei dar o meu melhor e enxergar coisas boas em um monte de lama.

Quando falo em enxergar coisa boa, falo em otimismo, perante a coisas ruins. Em encontrar uma agulha no meio do palheiro. Por exemplo, defendi que no jogo contra o Corinthians o São Paulo estava com um esquema bom e que alguns jogadores entram com vontade em campo, mas que dificuldade estava em finalizar.

Só que chega um momento que não da. Simplesmente não da. Você insiste em defender os jogadores, mas eles não se ajudam. Você defende vontade, mas a cada jogo tem mais pseudo jogador confundindo uniforme com pijama. Você defende boa capacidade, e vem nego errar passe. Você defende postura e eles deixam vazar fotos completamente tranquilos após uma derrota.

E sabe o que acontece? Um cara, ídolo do time, aposentado há anos, precisa falar em rede nacional que falta alma. Rai se muita gente te adorava, agora te ama. Você reproduziu o discurso que a torcida brava há tempos.

“Falta alma. Jogadores que estão lá hoje e colocam em dúvida (o clube) não conhecem a grandeza do São Paulo, não conhecem a grandeza do São Paulo e pensam pequeno, pensam a curto prazo. ‘Ah, meu direito de imagem está atrasado’… O cara não sabe o que é São Paulo”  – Rai, durante o programa Resenha ESPN, no dia 21 de fevereiro de 2016

Agora pergunto: deveria ser o Rai? A resposta é NÃO! O Rai cumpriu dignamente o seu papel enquanto esteve em capo. Defendeu e amou seu clube. Mas não é obrigação dele cobrar que os jogadores exerçam o seu papel. Não é obrigação dele alertar aos jogadores que eles precisam ter noção da grandeza do time que estão defendendo.

Pra começar, jogadores não deveriam ser lembrados de qual é o seu papel. De que precisam jogar para receber. De que precisam defender o seu clube e honrar a camisa. Todo e qualquer empregado deve cumprir com a sua função, independente de qual seja ela. Mas se os jogadores do São Paulo tem dificuldade em entender isso, o capitão faz as honras de relembra-los. Né?

Cadê o senhor que herdou até agora a braçadeira de capitão? Cadê? Bebendo cerveja da boa, claro. Por que o que é uma derrota? Nada, não é meu caros? O capita pode dar um relax com os “brother” tomando uma cerva gelada. Ele é gente como a gente. Quem precisa de um exemplo dentro e fora de campo? Rogério que era besta de sentir s derrotas. Luís Fabiano que se estressava demais.

Me poupe. Nos poupe, senhor Michel Bastos. Não queremos o discurso montado por seu empresário em parceria com sua assessoria. Sabemos quem é você, sabemos de sua postura perante a torcida são paulina. Portanto digo melhor, se poupe.

Lastimável ver que você some quando é exigido. Lastimável que continuou aceitando a braçadeira. Longe de ofender quem está começando, mas Banguelê, mesmo com pouca idade, é um capitão de verdade. Cobra dentro de campo, estimula fora. Eu, se fosse você, assistiria a preleção do garoto antes da final da Libertadores sub-20, parece que ela surtiu efeito.

Não precisava ser o Rai falando aquilo. Porque é patético ver como a mídia ri e trata o São Paulo Futebol Clube como pequeno atualmente. Hoje somos o personagem da piada que tanto fizemos. E desculpa a culpa não é minha, não é dos blogueiros são paulinos, não é dos torcedores que estão lá toda semana e muito menos do Rai.

A culpa é de um monte de jogador medíocre. Jogadores que se acham estrelas, que acreditam ser o Messi do Brasil. Que para eles Barcelona e Real Madrid estão disputando para ver quem o compra. Vocês não são craques. Vocês não são deuses. Não são Rai. NÃO SÃO ROGÉRIO.

Se o time não tem dinheiro pra pagar seu direito de imagem e mimimi, é porque você também não faz por onde seu time ter destaque. Vocês não cumprem com o seu papel e deixam o São Paulo longe de qualquer destaque. Notícia sobre o São Paulo envolve apenas o baixo número de torcedores na arquibancada, ou a “crise”. Nós acompanhamos o clube independente da situação. Mas vocês ferram com tudo.

Meu caros, podem fazer tumulto. Se quiserem rachar o elenco, fiquem a vontade. Nós estaremos sempre com o São Paulo. Mas posso dar uma dica? Só existe um Doug melhor de tute nesta história. Não esperem a ligação do Barcelona.

Por: Ana Claudia Marioto
@aclaudiamarioto
@spfc1935