Saudações Tricolores!
A má fase pela qual o meia-atacante argentino Adrián Ricardo Centurión passa em nada nos faz lembrar do jogador que chegou ao clube no ano passado.
Centurión que teve um início positivo no clube tem sido alvo de críticas e saiu de campo ontem (22) vaiado por parte da torcida.
Ricky chegou ao São Paulo no início do ano passado através do investimento de 4,2 milhões de Euros pelo atual diretor de marketing Vinicius Pinotti. No início da temporada no ano passado mesmo muito tímido conseguiu conquistar o carinho da torcida e seu espaço no elenco do tricolor.
Mas a boa fase ficou apenas no início do jogador no clube, pois após poucos meses o rendimento do meia caiu muito, em boa parte por conta dos problemas que enfrentou em sua vida pessoal (sua noiva foi diagnosticada com câncer).
Com a chegada do técnico Edgardo Bauza havia uma grande expectativa de que Ricky pudesse finalmente se destacar e ter um recomeço glorioso no clube. Mas isso não aconteceu.
Nos 6 jogos oficiais em que atuou como titular nessa temporada Centurión deixou a desejar em todos os jogos. Faltou velocidade, faltou toque de bola, passes certos, faltou finalização. E aí meus amigos, a torcida não perdoa mesmo!
No domingo (20) quando teve seu nome anunciado nos auto-falantes do estádio do Pacaembu o usual apoio foi substituído por criticas e vaias.
E se o apoio não vem das arquibancadas, vem do técnico. Patón segue apostando na recuperação do meia através da sequência de jogos. Mesmo pressionado pela torcida para substituir Centurión por Rogério, Patón segue firme em sua decisão e mantém o meia argentino escalado como titular.
Na semana passada o jogador utilizou o instagram para desabafar sobre sua má fase, onde postou um texto que dizia “usem meus sapatos antes de  me julgar”.
O problema é que constantemente o meia utiliza essa mesma rede social para postar fotos de seu antigo clube Racing. Estaria ele com saudades de atuar no clube argentino?
Sabemos que ainda estamos no início da temporada e que a mídia brasileira é sensacionalista e adora semear a discórdia fazendo alarde sobre crises na diretoria, rachas no elenco.
Temos que levar em consideração que qualquer mudança é difícil para qualquer pessoa e que para um jogador esse cenário não é diferente. Estar fora de seu país de origem cuja língua nativa é diferente da sua, estar longe da família, enfrentar a doença de um ente querido, se adaptar em um novo grupo de trabalho.
Em contrapartida já se passou um ano desde sua chegada, será que esse período não foi suficiente para a adaptação do jogador?
Ficam os contrapontos para que vocês, torcedores tricolores, tirem suas conclusões.
Por: Andréia Silva