“Para cumprir o meu último sonho no futebol: jogar a última etapa da minha carreira de jogador no clube ao qual devo quase tudo. Clube em que sempre me trataram como um filho da casa e que me tornei um torcedor fanático”. Traduzidas, essas são as palavras que Diego Lugano usou em uma de suas redes sociais momentos antes de selar, oficialmente, seu retorno ao São Paulo. O zagueiro que tem como principal característica a “raza en cancha” é um dos jogadores que fizeram história, deixaram o clube em algum momento e, posteriormente, voltaram a vestir a camisa mais pesada do mundo com o maior orgulho. De quantos deles você se lembra?
O ano era 1985. Nos consagramos campeões paulista pela décima quarta vez graças ao time que foi imortalizado como “Menudos do Morumbi”. Silas e Müller eram peças insubstituíveis dentro de um elenco comandado por Cilinho. No ano seguinte, a dupla ainda derrotou o Guarani, nos pênaltis, e foi campeã do Campeonato Brasileiro, além de ter batido o Corinthians em 1987 e ter ficado com o título de campeão estadual, mais uma vez. Ambos retornaram ao Morumbi mais tarde, mas somente Müller, que teve mais duas passagens pelo São Paulo, voltou a conquistar títulos com a camisa tricolor. 

Na mesma época da primeira passagem de Silas e Müller pelo São Paulo, a diretoria trouxe um meia, do Botafogo (SP), para reforçar o elenco que já era fortíssimo. Raí chegou no Morumbi em 1987, mas só começou a ser titular dois anos depois, ano em que o Tricolor voltou a ser campeão paulista. Com a chegada de Telê Santana, o futebol do “Rei do Morumbi” cresceu e ele foi um grande colaborador para a conquista do Brasileiro de 1991, Libertadores de 1992 e 1993, Mundial de 1992 e Paulista de 1992. O já então ídolo tricolor voltou ao clube em 1998, depois de ter feito cinco temporadas brilhantes pelo PSG (França).
Outro ídolo que saiu e voltou pro São Paulo atuou ao lado de Raí e Müller no chamado “esquadrão tricolor”. O meia e lateral-esquerdo Leonardo chegou ao clube no início da década de 90 e teve três curtas passagens pelo Tricolor. Foi campeão brasileiro em 1991, na primeira passagem, campeão mundial em 1993, na segunda, e não chegou a conquistar títulos na terceira, pois o lateral chegou do Milan (Itália) com uma série de contusões, o que fez com que ele acabasse participando de poucos jogos.
Por falar em ídolo que jogou na lateral, Cicinho, campeão do Paulista, da Libertadores e do Mundial em 2005, não poderia deixar de ser lembrado. O craque foi parar no São Paulo em 2004, conquistou três títulos e só precisou de dois anos para se tornar ídolo da torcida. Em 2010, o lateral-direito teve seu retorno ao São Paulo em um empréstimo de 6 meses pela Roma (Itália), porém não teve tanto sucesso quanto na primeira vez que esteve no Morumbi.
De uma geração mais recente, mas não tão nova assim, dois jogadores que tiveram destaque no Tricolor e voltaram a atuar pelo nosso clube do coração depois de terem feito sucesso na Europa são Luis Fabiano e Kaká. O “Fabuloso” teve sua primeira aparição no Morumbi cedido por empréstimo pelo Rennes (França), em 2001, e logo em seu primeiro ano na casa o atacante impressionou a diretoria e a torcida com a sua média de 0,61 gol por jogo (30 gols em 49 jogos). Depois de ter jogado em Portugal, no Porto, e na Espanha, no Sevilla, Luis Fabiano retornou ao clube em 2011, onde permaneceu até 2015. 
Já o meia-atacante Kaká é filho da casa e descobriu sua posição ideal em Cotia, sendo orientado pelo ex-jogador (que também é um ídolo que retornou ao São Paulo, porém em outra função) Pita. Kaká conquistou o Torneio Rio-São Paulo, em 2001, o Supercampeonato Paulista de Futebol, em 2002, e no ano seguinte foi vendido para o Milan (Itália). Seus mais de dez anos na Europa o tornaram um dos jogadores mais renomados e respeitados de todos os continentes e o renderam o prêmio de melhor jogador do mundo em 2007. Em 2014, o meia foi comprado pelo Orlando City (EUA) e emprestado ao São Paulo por 6 meses, que foram suficientes para o craque levar o time ao vice-campeonato brasileiro do ano em questão.
Além desses ídolos que retornaram ao clube para vestir mais uma vez a nossa camisa, tivemos a honra de receber de volta o gigante Darío Pereyra, que jogou e foi bicampeão brasileiro no São Paulo por mais de 10 anos (1977-1988), como treinador, e o incrível Muricy Ramalho, nosso eterno professor, que atuou no clube por 6 anos (1973-1979) como jogador e comandou o time em três ocasiões. 
Acima do sucesso pessoal e das vitórias deve estar o AMOR e o RESPEITO à camisa que veste. Sem sombra de dúvidas, todos os nomes supracitados tiveram e têm isso de sobra pelo manto tricolor, e é exatamente isso que faz o torcedor acreditar e sentir pelo futebol.
Por: Nathalia Perez

Fontes consultadas: FOX Sports e Trivela

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