Memorial do São Paulo F.C, localizado no Estádio do Morumbi (Imagem: Divulgação/Morumbi Tour)
Sim, 2016 chegou e tudo começa a voltar ao normal. A equipe do SPFC1935 e do São Paulindas já abasteceram nossas páginas com novos conteúdos. Eu que já fiz parte da família, e passei a última temporada fora, volto ao São Paulindas para defender o time. Os nossos meninos já estão dando show na Copa São Paulo e o elenco principal já está preparando as malas para a reapresentação. Mas, mais do que isso, 2016 será o ano da esperança e do contentamento da torcida são paulina, estamos de volta ao nosso campeonato preferido: a Libertadores da América. 
O ano que passou não deixou muitos motivos para sonhar, mas se voltarmos no tempo, vamos conseguir lembrar as razões de termos escolhido este cube e o motivo de nosso hino bradar que “dentre os grandes, és o primeiro. Se a atualidade não nos rende alegrias, porque não voltar ao passado e arrancar alguns sorrisos? (Quem foi na despedida do M1T0 concordará comigo).
Há dez anos nos preparávamos para estrear em nossa oitava Libertadores, muita euforia e convicção, afinal tínhamos acabado de ser tri-campeões da América. Infelizmente, não foi desta vez que o tão esperado tetra apareceu, mas tivemos uma de nossas melhores campanhas com: 8 vitórias, 2 empates e apenas 4 derrotas, fizemos 23 gols e sofremos apenas 13, marcas inferiores apenas aos anos em que levantamos o caneco. 
Por coincidência, ou não, há trinta e há dez anos comemoramos, também, o título de campeões brasileiros e, em ambos os anos tivemos 68% de aproveitamento no campeonato, empatados com o ano 2007, deixando-os com o segundo melhor desempenho do clube em Campeonatos Brasileiros. 
Existem muitos números da sorte e superstições, talvez devêssemos nos apegar em uma após tanto sofrimento em 2015. Talvez devêssemos voltar ao passado e escolher algo com 21, igual ao número de vezes que fomos campeões paulistas. Ou hexa, como nossas estrelas de campeonatos brasileiros. Talvez três seja um bom número, semelhante ao número de vezes que conquistamos o continente e o mundo. Ou apenas dois, como a quantidade de troféus de Recopas que enfeitam nosso memorial. Não importa.
Mas se há dez, vinte, ou trinta anos tivemos grandes desempenhos apenas a lembranças serão alimentadas, aqueles jogadores que nos encheram de alegria, hoje não podem mais compartilhar vitórias conosco. Todas as glórias devem nos encher de fé e esperança em todos aqueles nomes que brilham na base, nas contratações que estão por vir, num elenco de RAÇA que desejamos formar, e em uma direção que faça valer a pena o valor de nossas camisas, bandeiras, ingressos, transportes, gasolina, estacionamentos e remédios para a garganta. 
Tudo isso me faz renovar e reviver o São Paulo todos os anos. Mas que este ano o passado seja apenas acervo de museu e não motivo para sonhar. Que este ano alcemos o maior voo de nossa história. Está na hora de renovar, está na hora do São Paulo voltar.
Que 2016 seja um bom ano. 
Eu voltei e eu acredito.

Por: Ana Claudia Marioto