Em menos de um mês, o futebol brasileiro foi testemunha de duas festas tricolores para seus ídolos Rogério Ceni e Diego Lugano. Para uns foram grandes exageros, para nós o festejo foi cabido para aqueles sempre demonstram tanto amor ao São Paulo. 

Mas… Somos só festeiros ou honramos nossos heróis conforme suas glórias?
Vejamos aqui alguns de nossos ídolos, suas conquistas e o merecimento de toda a reverência que fazemos para:

1. Telê Santana
Foi chamado de pé-frio depois de duas eliminações de Copa do Mundo, comandando a Seleção Brasileira. Chegou ao São Paulo em 1990 e encontrou um time desacreditado, com Raí no banco de reservas. Apostou suas fichas em Raí, Antonio Carlos, Cafú, Leonardo e Elivelton e arrancou do meio da tabela para o vice-campeonato.
A partir daí, ganhou tudo que podia com o São Paulo: Paulista, Brasileiro, Libertadores, Recopa, Supercopa e Mundial.
Mas não ganhou o título de Mestre Telê somente por suas conquistas. Telê foi morar no CT do clube, deu confiança aos jogadores e os levou ao máximo de suas performances. Conta-se por ai que exigia dos jogadores não só desempenho em campo, mas também excelência na vida pessoal, econômica e no trato com suas famílias. 

2. Raí

Chegou ao clube em 1987 e parecia ser aquela eterna promessa. Com a chegada de Telê, ganhou confiança e passou a fazer muitos gols. Se tornou capitão do time, artilheiro de vários campeonatos e conquistou muitos títulos. 

Nessas conquistas, seus gols foram decisivos como a cobrança de pênalti na final da Libertadores em 1992, os dois gols na final do Mundial diante do Barcelona no mesmo ano e repetiria o feito de um gol na final da Libertadores do ano seguinte, quando já estava vendido ao PSG.

Em 1998, voltou ao São Paulo para o segundo jogo da final do campeonato paulista diante do Corinthians. O Tricolor havia perdido o primeiro jogo por 2×1 e o adversário já contava com o título. 

Raí chegou à São Paulo no dia do jogo. Fez o primeiro gol, que daria o título ao Tricolor, mas o clube permitiu o empate no início do segundo tempo. Mas, tínhamos Raí que lançou França, artilheiro do campeonato, que ainda faria mais um neste jogo e cravou o Tricolor como campeão daquele ano.

3. Muricy Ramalho
Começou como técnico do time infantil do São Paulo em 1993. Em 1994 dirigiu o Juniores em um torneio da França e foi campeão. Foi promovido a auxiliar técnico de Telê Santana e estava no comando do Expressinho Tricolor que ganhou a Copa Commebol daquele ano. Chegou a assumir o time em 1996 quando Telê ficou doente, mas logo deu lugar ao técnico Parreira, voltando a função de auxiliar. Voltou ao banco de reservas na saída de Parreira e caiu em 1997 e prometeu que voltaria ao clube pra fazer história. E fez!

Depois de 9 anos, voltou ao clube para ser tricampeão Brasileiro em 2006, 2007 e 2008 em uma arrancada espetacular.

Muricy agora está no Flamengo, mas em sua apresentação na Gávea rolou um ato-falho que me faz ver todo amor do cara pelo São Paulo. Na hora de beijar o símbolo da camisa, beijou ao centro, não no peito onde está o escudo do Fla… 

Pra mim, o que todos os ídolos do São Paulo têm em comum é o amor que declararam ao Clube na mesma equivalência de amor dos torcedores que escolheram o Tricolor.
Por isso, quando um são-paulino taxa um jogador de ídolo não questione se é exagero. Apenas costumamos honrar quem nos honrou com dedicação e história.

Por: Rob Santana

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