Ele voltou! Diego Lugano retorna ao São Paulo depois de 11 anos e, com ele, uma série de outros sentimentos (sumidos há um bom tempo!) também retornam ao Morumbi. Raça, paixão e comprometimento são alguns dos pilares da personalidade do jogador uruguaio que, só pelo olhar, consegue demonstrar toda sua gana de ganhar o jogo.

 Lugano para o São Paulo representa algo muito maior do que forma física. Que se dane a idade avançada, o histórico de lesões e a condição de reserva em alguns times do passado recente. Para o tricolor, ele é uma espécie de disciplinador, um cara com valores que pode ensinar essa nova geração a real dimensão de se doar ao máximo em campo. Essa é uma das características mais gritantes dos uruguaios e de raça celeste a gente entende bem (Dario, Forlan, Verdugo e etc).

Sempre afirmou que se voltasse ao Brasil, seria apenas para jogar no São Paulo. Tanto é que, mesmo defendendo as cores do Cerro Porteño, deixou uma cláusula em seu contrato que permitia se transferir para o time paulista por um centavo a mais que seu salário na equipe paraguaia, sem entraves.

 Marcação dura, não gostar de perder, não trocar a camisa com os adversários, dar a vida pelo companheiro, ser o capitão de respeito de uma seleção nacional e usar o poder da Celeste para educar sua população são apenas alguns exemplos do tamanho que esse cara tem, seja como atleta ou como pessoa. Na despedida de Rogério Ceni, foi ovacionado pelos torcedores e recebeu e faixa de capitão das mãos do M1TO em uma clara mensagem de quem deve ser o novo xerife desse time.

Certamente terá muito para ensinar aos jovens zagueiros Lucão e Rodrigo Caio que não são jogadores ruins, mas ainda precisam de uma boa dose de força para que se imponham como guardiões do sistema defensivo. Um berro em castelhano na orelha deles já fará efeito, eu garanto!

Lugano é sangue e coração, traz paz para o torcedor (e para o clube que precisa muito se redimir pelas inúmeras atrocidades cometidas em 2015). É a recuperação do orgulho são-paulino, do real valor de nossa bandeira e história. É a volta do respeito e da confiança. É poder, enfim, tirar a camisa tricolor da gaveta e poder vesti-la com orgulho.

Obrigada capitão por nos devolver a dignidade. Esperamos tanto pelo seu retorno, mas ele não poderia vir em melhor hora. Nós, os torcedores, é que trouxemos você de volta para o Cícero Pompeu de Toledo. Não foi nenhum dirigente, pelo contrário! Nosso grito, nossa súplica venceram e eles tiveram que ceder. Estamos fechados contigo!

Seja em campo, no banco, na preleção ou na concentração, não importa. Ter você na entidade São Paulo Futebol Clube já nos faz acreditar em dias melhores e na nossa força.

Bienvenido, Dios!



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