Victor Coelho, o “Mionzinho” do programa Legendários da Rede Record conta para as “São Paulindas” como surgiu o seu amor pelo São Paulo, sua admiração pelo técnico Osório e até como suas declarações no Twitter geram debates entre torcedores e até ex-jogadores.

Com o ponta pé inicial na televisão em 2005, Victor começou sua carreira participando do canal MTV quando fez seu primeiro teste para ser sósia do apresentador Marcos Mion, aprovado, trabalhou muito na emissora, atualmente a dupla permanece junta e atuam no programa Legendários, na Rede Record.

Mionzinho e Mion (Foto: Divulgação / Record)

Mas diferente do apresentador Marcos Mion, corinthiano, Victor compartilha com os leitores todo seu sentimento de amor em vermelho, branco e preto.

Acompanhe essa entrevista:

Victor, sua paixão pelo São Paulo quando começou? 

Eu nasci em 1984, então em 91 eu tinha 7 anos e já assistia futebol com um olhar mais meu do que o dos meus pais e ver aquele SPFC do Telê foi amor a primeira vista.

Você teve alguma influência?
Pelo contrário! Minha família toda torce para o Corinthians…

Qual jogo inesquecível?
SPFC x Rosario Central, Libertadores 2004. Eu estava no Morumbi e quase morri do coração, o SPFC empatou o jogo no último minuto do 1º primeiro tempo, aí o time não desceu pro vestiário, o jogo acabou 2×1 pra nós e fomos pros pênaltis. Aí o Rogério Ceni resolveu acabar com o jogo, bateu o pênalti, fez o gol e pegou as 2 últimas cobranças dele. Eu queria pular dentro do campo!!!

(Foto: instagram.com/mionzinhoseminstagram) 

Teve algum momento marcante como torcedor?
Eu tive dois momentos bem marcantes, o primeiro foi poder ter visto as maiores conquistas do clube como as 3 “Libertas” e os 3 Mundiais. O segundo foi ter conhecido alguns ídolos como o Rogério Ceni no CT.

Sobre a aposentadoria do Rogério Ceni, qual sua opinião?
Se eu fosse ele teria me aposentado no final de 2012 depois do título da sul-americana. Acho que precisamos mais dele nos bastidores hoje.

Atualmente o técnico Osório te agrada?
Agrada muito, é uma pena ele chegar em um momento ruim no clube. Suas idéias, seu ideal de jogar sempre pra cima do adversário, de ensinar os jogadores o porque daquele treinamento, etc.. É algo que o Brasil precisa. Nosso futebol ficou para trás em relação ao resto do mundo e temos que nos atualizar.

Como vê o atual elenco do São Paulo?
 Não dá pra dizer muito porque cada semana um vai embora né?! Mas temos grandes jogadores como o Michel Bastos, Renan Ribeiro, Hudson, Rodrigo Caio e o Thiago Mendes. Precisamos ter calma, até o Osório se adaptar e o elenco também a essa filosofia nova, vamos levar um ou talvez dois anos de campanhas de meio de tabela. A torcida precisa ter paciência e entender que os títulos serão a longo prazo e deixar o clube trabalhar.

Já foi ao Morumbi? Quando foi a primeira vez e qual foi a sensação?
Já sim, mas a primeira vez não foi das melhores. Foi um Rio-SP em que o SPFC jogou contra o Flamengo e pra nosso azar eles tinham o melhor centroavante que eu vi jogar, um baixinho chamado Romário… Perdemos o jogo, o Romário acabou com o SPFC, mas valeu por conhecer o Morumbi e o Baixinho.

No Twitter você deixa claro essa paixão são paulina. Já se envolveu em alguma polêmica em rede social em relação se expressar sua opinião sobre o São Paulo?
Ah sempre tem né? Eu procuro debater, até mesmo com quem tem opinião contrária a minha, acho que a graça do futebol é essa. Mas uma vez alguém que trabalhava com o Casemiro ficou bravo comigo porque comemorei a venda dele dizendo que ele era ruim, continuo achando isso, mas não pego no pé dele não.

Qual seu maior ídolo?

O Raí! Eu jogo futebol desde os 8 anos de idade e eu sempre quis ser o Raí, eu tentava até correr igual a ele! Ficava olhando ele jogar na TV pra copiar depois.

Se tivesse que expressar sua paixão tricolor na atual situação do time em 140 caracteres. O que postaria em seu Twitter?
  
“Obrigado pelas glórias, fase ruim todos temos mas precisamos voltar a ser o clube a ser copiado pelos outros.”

Agradecemos a entrevista, Victor. 

Que nosso São Paulo nos traga alegrias, assim como você trás para frente das câmeras.

Por: Carolina Sbrici
@carolisbrici