Domingo de Majestoso no Morumbi e… Não esperem aqui uma análise técnica e tática.
Seguindo as técnicas jornalísticas, este parágrafo deveria conter uma técnica chamada suíte em que, se retoma um assunto já bastante discutido anteriormente complementando com algum fato novo.

Ou seja, diria que o São Paulo precisa se recuperar dentro e fora dos gramados, que ainda não venceu um clássico esse ano e que tivemos 10 dias de preparação. Imagino que você já tenha lido isso.

Então, vou dizer o que espero do clássico sob todas as óticas:

Do time:
Passou da hora de haver controle emocional. Já evoluímos em alguns aspectos, temos feito bons jogos. Agora, cabeça no lugar! Entendo que todos consideram o SCCP nosso maior adversário, mas dá pra manter a calma e vencer.

Do técnico:
Sinceramente, ainda acho que não houve tempo de trabalho para uma avaliação taxativa, tipo ele é bom. Que se diga que é diferenciado pela educação, por saber unir o time posso até concordar. Porém, taticamente ainda acho falho, com algumas invencionices (sei que as coisas precisam ser testadas, mas precisam fazer sentido também). 

Enfim, o que espero dele é que saiba empolgar o time na medida (não acho que adiante muito pilhar demais) e que se não corresponderem que aja de maneira rápida, nada de esperar os 15 minutos do segundo tempo para fazer mudanças se forem necessário.

Da torcida:
Este personagem, no momento, tem sido meu maior desabono. Torcida pra mim é aquela massa que apoia incondicionalmente, do dicionário: um sentimento incondicional é um sentimento irrestrito, ou seja, que não pode ser limitado ou restringido. Agora me diga quando os tricolores estão assim?

Sei que não anda fácil torcer para o São Paulo, mas a arquibancada anda mais implacável que os inquisidores.

Eu adoro um clássico, juro! Mas pelo amor de Deus, perder este jogo ou para o último 
colocado, deixaremos ganhar os mesmos 3 pontos. Não é a sentença de morte do clube.

Vamos vibrar torcer, apoiar do começo ao fim.
Quem sabe não seja isso que está faltando para o São Paulo voltar aos trilhos e aos dias de glória que estávamos tão (mal) acostumados!

Por Roberta Santana