Há nove anos, no dia 21/08/2006, Rogério fez barba, cabelo, bigode ainda pagou um churrasco (coisa de patrão) em pleno Mineirão.

Estávamos de ressaca com o vice-campeonato da Libertadores-2006, em que perdemos a final para o Internacional nos pênaltis. O Cruzeiro, que não vencia há seis partidas, contava com a vantagem de 2 a 0 no placar. O São Paulo tinha mais posse de bola, mas pecava na finalização.

Aos 37 minutos do primeiro tempo, Wagner sofreu pênalti de Josué e foi para a cobrança.
Rogério defendeu a cobrança e deu novo animo ao time. Se tivessem convertido os mineiros abririam a vantagem para 3 a 0. Uma reação seria praticamente impossível.

Três minutos depois, faltando pouco para o fim do primeiro tempo, falta perto próxima do gol de Fábio. O capitão são-paulino, em jogada ensaiada com Souza, fez cobrança perfeita: 2 a 1 para o São Paulo, 63 gols na carreira de Rogério Ceni e um dos poucos de bola rolando.

Antes do encerramento da primeira etapa, o goleiro ainda fez grande defesa na cabeçada de Luizão e a torcida que ele É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL!

E não foi suficiente para o goleiro-artilheiro que, aos 14 minutos do segundo tempo, voltou a encarar Fábio, desta vez na cobrança de pênalti sofrido por Aloísio.

Rogério marcou seu 64º tento, superando em dois o até então recordista Chilavert.

Assista aqui os melhores momento do Rogério jogo!

Após a partida, o goleiro Rogério Ceni dedicou a quebra do
recorde ao técnico Muricy Ramalho. “Hoje eu pude retribuir pela coragem e
pela audácia que Muricy teve há 10 anos quando me deixou bater a primeira
falta.”

Por momentos como este que RC é saudado.

Por Roberta Santana

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