Dennis Grombkowski/Getty Images
Ontem, 05, a U.S. Women’s National Team (seleção norte-americana) derrotou a seleção japonesa por 5 a 2 e se consagrou tricampeã mundial, em uma partida eletrizante. Carli Lloyd, a capitã da equipe estadunidense, foi o grande destaque do jogo final da Copa do Mundo, por ter marcado 3 dos 5 gols dos Estados Unidos. Eleita a melhor jogadora da competição, em 5 minutos de jogo, a meio-campista já havia marcado dois gols, quando, aos 16 minutos, ao recuperar a bola, Lloyd olhou para a goleira e arriscou um chute do meio de campo, e fez um golaço de cobertura, que, na minha opinião, foi um mais épicos da história do futebol. 
A capitã não só se mostrou decisiva na final; marcou nas oitavas, nas quartas e na semi desta edição da Copa também. Porém, o sucesso de Lloyd não emergiu no Mundial deste ano, e quem acompanha a seleção brasileira feminina sabe muito bem disso. Em 2008, o Brasil enfrentou os Estados Unidos na final dos Jogos Olímpicos, na China. Os olhos do mundo inteiro estavam pousados sobre a Marta, já que nos dois anos anteriores, nossa artilheira havia sido eleita a melhor jogadora do mundo pela FIFA, além de ter ganhado a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro na Copa do Mundo do ano anterior (título o qual foi conquistado em cima dos Estados Unidos). Embora o jogo tenha sido bem equilibrado e disputado, as norte-americanas se “vingaram” e foram campeãs com um gol que só saiu na prorrogação. A jogadora recebeu a bola, ajeitou com o pé direito e bateu com o esquerdo, não dando chances pra goleira Andréia defender. A autora dele? Ninguém mais, ninguém menos do que ela: Carli Lloyd.
Cameron Spencer/Getty Images AsiaPac
A norte-americana de 32 anos é a típica meio-campista que faz o trabalho pelas demais companheiras de equipe quando necessário. Ordenada e com uma ótima visão de jogo, Lloyd não se considera uma super estrela e costuma dizer que o sucesso de uma seleção está no equilíbrio entre suas jogadoras, no trabalho coletivo duro e no diálogo entre as companheiras de equipe. Além de de Lloyd ter atingido a marca de 50 gols em sua carreira com seu terceiro gol na partida de ontem, ela também é a primeira mulher a marcar um hat-trick em uma final de Copa do Mundo e bateu o recorde de gol mais rápido em uma final de Mundial feminino, com apenas 3 minutos depois do início da partida.
Parabéns aos Estados Unidos pelo terceiro título mundial, pela bela campanha durante a competição e pela torcida enérgica, que compareceu, em peso, ao país vizinho para prestigiar suas atletas e mostrar que o futebol feminino, diante do cenário em que o esporte mais popular do mundo se encontra, é bem mais digno de audiência e suporte do que o masculino. 
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