Qualquer ser humano que esteja vivo e habite o planeta Terra sabe do vexame que o time profissional do São Paulo passou diante do Palmeiras ontem. O placar de 4 a 0 em um Choque Rei não acontecia desde 1992, ano em que o Palmeiras também saiu vitorioso do confronto. Após toda e qualquer goleada, é natural que os torcedores, os críticos de futebol e a imprensa procurem encontrar culpados pela humilhação, e, depois dos 4 gols sofridos ontem, não aconteceu diferente com a torcida tricolor. Dentre os principais alvos das milhares de críticas, estavam Osorio, o esquema tático, a escalação, os 4 meses de pagamentos atrasados, a crise financeira e as falhas individuais. 
Um dia se passou e é hora de apontar racionalmente o que levou o time ao segundo fracasso em menos de 3 meses contra o Palmeiras: o próprio time. É lógico que ligações extracampo, como a diretoria do clube e sua péssima gestão, influenciam no desempenho dos jogadores. No entanto, não há motivo maior que a falta de profissionalismo e comprometimento da maioria dos jogadores do São Paulo. 
Por Rubens Chiri/saopaulofc.net
Um jogador de futebol não se torna profissional simplesmente porque nasceu com o dom de jogar e sabe que os salários para esses alguns desses profissionais são altos. Nenhum jogador escolhe o campo como seu ambiente de trabalho pensando apenas na remuneração, como podem fazer estudantes universitários das áreas mais bem-sucedidas do mercado. O futebol, para muitos brasileiros, é apenas um hobby. Já para outros, é a possibilidade de unir uma paixão a sua carreira profissional. Por isto, é impossível entender como alguns atletas entram em campo tão sem alma, tão sem vontade e tão sem amor ao esporte.
Em contramão a esses projetos de profissionais, nós temos o time feminino, que, até a 13ª rodada do Campeonato Paulista, segue invicto com 11 vitórias e apenas 2 empates. Também ontem, as Meninas do Tricolor tiveram uma partida fora de casa e foram até Taubaté para enfrentar o time feminino que carrega o nome da cidade. Com um gol de Carol, um de Nágela e dois de Adriana Tiga, o São Paulo bateu o Taubaté por 4 a 0, com direito a bola no travessão, zagueira do time adversário tirando a bola na linha do gol, bola relando na trave, grandes defesas da goleira do Taubaté e mais algumas chances de gol perdidas. Essa vitória conferiu às nossas atletas o primeiro lugar do Grupo B, a marca de único time sem perder no campeonato e a classificação para as quartas de final do Paulista. 
Por Suseli Honório
Enquanto o sistema defensivo do time masculino é uma lástima e toma 4 gols em uma única partida, as meninas seguem para a próxima fase do campeonato estadual sem sofrer gol há 7 jogos. A desproporcionalidade de atenção, apoio e remuneração em relação aos atletas homens poderia desmotivá-las, já que, como comentei aqui no São Paulindas anteriormente, elas estão muito longe de desfrutarem das mesmas regalias que o time masculino. Porém, não é isso que ocorre. Elas entram em campo destinadas a defender o time que vestem a camisa e para vencer, independente de causas externas. E é por esse motivo e alguns outros que eu reitero a afirmação do título do meu post: quem joga por amor não toma 4 a 0.
Fontes consultadas: site oficial do São Paulo Futebol Clube
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