22 soldados correndo atrás de uma bola e milhares de corações apaixonados!

Já foi chamado de paixão nacional e religião. Afinal, no futebol não tem ateu, disse Galleano.

Dentro das quatro linhas, meninos se transformam em homens… E fora dela, homens em meninos. Somos crianças quando assistimos a uma partida. Quem nunca abraçou um desconhecido na hora do gol?

Porque só o futebol permite que você sinta aos 60 anos exatamente o que sentia aos 6. Todas as outras paixões infantis ou ficam sérias ou desaparecem, mas não há uma maneira adulta de ser apaixonado por futebol. (Luis Fernando Veríssimo).  

Move grana, move fama. Mas move também as nossas emoções. A sensação da vitória ou de um título é indescritível.

Alguém pode tentar deixar de lado o clubismo, seu amor pelo time e fazer os comentários acima do bem e do mal futebolístico, como um diplomata discursando para a ONU. Porém, por dentro, vai ter um maluco gritando e agitando sua bandeira e pedindo pra sair loucamente.

Não peça para um torcedor ser razoável. Isso é como pedir para uma mãe não amar seu filho, um escritor não adorar sua musa ou um artista não contemplar sua obra.

Futebol é amor, paixão e loucura.

Obrigada Charles Miller por calçar as chuteiras na pátria.

Dia 15 de abril de 2015, 120 anos do futebol no Brasil.

Por Rob Santana