De verdade, o futebol do Maicon não me agrada. Ele retarda muito o jogo, com seu número excessivo de toques de bola e falta de objetividade, mas com essa coluna, parei pra pensar nos carregadores de piano que todo time precisa.

Levando em conta que as vaias foram por causa de seu rendimento – o que espantou os expectadores, afinal o time estava jogando bem e Maicon também – a definição de sua posição no site do São Paulo diz: armador, destro, costuma atuar como terceiro homem do meio-campo, mas pode até ser volante. “Minha principal qualidade é o passe, a armação.” Está em campo para receber a bola roubada pela zaga, iniciando assim o contra-ataque e dar passes.

Ele não é o Denílson que protege a zaga e nem mesmo Ganso com sua visão de jogo fora do comum, porém ontem, no primeiro tempo, ele iniciou a jogada do primeiro gol de Pato e deu a assistência para o segundo.

Alguns torcedores atribuem o déficit de seu desempenho ao posicionamento orientado por Muricy, que pede a todos os jogadores do meio de campo para frente que marquem a saída de bola do time adversário, que foge das características de praticamente todos os atletas.

Ainda sobre o jogo de ontem, um torcedor que estava nas arquibancadas do Pacaembú, disse que a torcida pegou no pé do Maicon após vê-lo perder a bola que originou o primeiro gol da equipe do Capivariano. Cobrado, o jogador teria xingado a torcida e discutido com quem assistia colado ao alambrado e quem testemunhou as ofensas passou a vaiá-lo.

Enfim, deveria o Muricy armar o time de outra maneira, sem expor jogadores com funções que não são suas características? Deveria Maicon manter a cabeça no lugar com a torcida que levou 4 anos para questioná-lo? Há motivo para vaias mesmo? Ou a torcida gosta de ter um Judas para malhar?

Penso que essas dúvidas precisam ser respondidas logo, para não tumultuar o ano antes mesmo de começar.