Essa
moça Mitou! Desenhou nossos ídolos e com seu dom chamou a atenção de todos
eles. Assim sendo, a mídia se voltou para saber: quem é ela, que anda
encantando à todos com suas caricaturas inspiradoras e divertidas!?
Conheça
a história dessa São Paulina batalhadora e inspirada na entrevista!

Vamos falar de sua
história, hoje você vive em São Paulo, mas qual a sua origem?
Nasci em 1986. Minha mãe é Mineira de Janaúba – norte de Minas Gerais, meu
pai é Pai Baiano de Guanambi – B.A.
A
família da minha mãe é muito ligada com os esportes, tanto os homens quanto as
mulheres, sempre pratiquei esportes e a família do meu Pai sempre teve muitos
músicos e artistas. Nossa família tem no sangue esporte e arte.
Mudamos
pra Bahia depois de meu nascimento, mas sempre convivi demais em Minas. Minha
mãe sempre me incentivou desde o início. Eu tinha dificuldades em controlar
minha energia, era muito acelerada e minha mãe me dava sempre papel e lápis pra
desenhar, eu me concentrava e adorava. Assim surgiu o meu vício. Eu não conseguia
não desenhar. Eu tinha algum probleminha…(risos). Minha mãe dizia: – Vai desenhar,
filha. Seus desenhos são lindos, continue desenhando!
Quando eu entrei pra escola
tive um pouco de problema, eu riscava as carteiras, desenhava nelas e reclamavam
pra minha mãe, mas eu não aguentava. Era difícil prestar atenção nas aulas às
vezes.
Comecei
a ter incentivo não só da família, mas dos meus colegas e professores que
admiravam meus desenhos. Por volta de 1995 os desenhos japoneses tomaram conta
do Brasil e me ajudou a dar também um impulso nas minhas obras, criações e
cópias. Eu amava desenhar aquele estilo, me aproximava do que eu assistia.
Meus
desenhos ficaram mais populares e todos gostavam. Se impressionavam, eu
conseguia desenhar os personagens mais populares, o que popularizou também meu
trabalho.
Um
tempo depois comecei a trabalhar com os traços mais americanos, presentes nos
desenhos dessa época, Liga da Justiça, etc. Gostava de desenhar a anatomia
masculina, criar heróis, e tinha uma “disputa” saudável com meus outros colegas
que desenhavam em outro estilo, o que nos auxiliava e proporcionou um
crescimento para todos nós.
Em
certo momento começou a temporada de um desenho japonês, que se chamava “Super
Campeões”, tal desenho contava a história de um personagem que queria jogar
futebol e vir ao Brasil para jogar bola. Em determinado episódio esse
personagem jogou no Morumbi pelo São Paulo, então um desenho que eu já gostava
muito apresentou um time com o qual eu já simpatizava, aí eu me aproximei do o esporte, tudo se ligou e meu universo de esporte e desenho foi se formando.
Jogava futsal em casa, ganhei uma bola do meu pai e jogava com os colegas de
classe.
Sua mãe foi grande
apoiadora como ressaltou, ela já trabalhou com algo ligado às artes?
Minha
mãe trabalhava com pintura em quadros com tinta óleo, como ela gostava,
sabíamos que ela queria que um de nós trabalhasse com isso e apreciasse as artes.

Sua família toda torcia
pelo São Paulo Futebol Clube?

Bomba!
(risos). Como eu frequentava muito Minas Gerais, minha família não torcia para o
São Paulo. Meus tios mineiros me falavam:
 – Você vai torcer por um time de
Minas, me apresentaram as camisas dos times, eu me simpatizava com o Atlético,
meus tios, tias, torciam pelo Cruzeiro, era aquela batalha familiar super legal
e eu estava no meio.
Mas
eu já conhecia o São Paulo, já conhecia o Rogério. Cresci órfã do Atlético. Não
tinha como assistir aos jogos. Meu pai era amigo dos jogadores e eu tinha as
camisas, mas não tinha acesso à ele. O Cruzeiro ganhava tudo, foi uma fase ruim
pro Atlético.
Como
na Bahia eu tinha acesso aos jogos do Rio de Janeiro e de São Paulo, não tinha um ídolo, os
jogos eram horríveis e eu comecei a prestar atenção no Rogério, ele me
encantava. Eu jogava futebol e comecei a conhecer os jogadores. E percebia os
feitos incríveis dele.
Uma
Atleticana apaixonada pelo São Paulo, pois eu escolhi sozinha. Assisti um jogo
em Minas entre São Paulo e Palmeiras, que estava em alta com a Parmalat, tinha
o personagem Edmundo animal, como este é o nome do meu pai, adorava falar que ele tinha o nome de um jogador famoso. Rogério driblou Edmundo e aquilo me encantou. Eu
queria ser o Rogério!
Ninguém
nunca me chamou a torcer. E eu achava o cúmulo o Atlético não chamar o Rogério
pra jogar, (risos), mas entendi depois de um tempo a ligação entre o Mito e o
São Paulo, e entendi que eu amava o Tricolor mesmo. Por um tempo tive de omitir minha torcida para evitar alguns conflitos, mas, foi melhor revelar e torcer com liberdade.
E o amor pelos desenhos
ligados ao futebol, quando começou a se dedicar inteiramente?
Nessa
época mesmo, por volta de 1996. Passei a entender melhor e como jogava, amava o
esporte, assistia e tinha sempre por perto alguém conversando sobre isto,
comecei a me dedicar aos desenhos ligados ao futebol, deixei os animes de lado.
Depois parei de ir pra Minas, fui pra
universidade cursar educação física, fiquei mais perto do esporte e continuei
com os desenhos futebolísticos.

E hoje você se sente
mais próxima do São Paulo Futebol Clube?

Em
2009 me mudei pra São Paulo pra me especializar, conheci uma amiga são paulina
que me levou no Morumbi em 2009 e eu nunca mais parei de ir. Desenhava e dava
aula de treinamento esportivo. Mas em São Paulo pude estar mais próxima e acompanhar bem mais o Tricolor.
Hoje o desenho é seu
trabalho, você segue alguma linha específica ou faz desenhos variados?
Eu
dava aulas de treinamento esportivo, futsal, basquete. Todos viam que eu sabia
desenhar e começaram a aparecer as encomendas. Começou a entrar um dinheirinho
e isso me levou a treinar mais e mais. Estudava em casa para aperfeiçoar meus
traços, muitos encomendavam caricaturas e fui estudar para melhorar os
desenhos. Tem um grupo em São Paulo de pessoas que acreditam e gostam de E.T’s,
e eu comecei a trabalhar com desenhos pequenos pra esse jornal, coisas pequenas
mas que me ajudavam muito. Eu ganhava mais dinheiro com fazendo o que eu amava,
do que com o meu trabalho em si. Em 2011 percebi que precisava buscar um curso
muito bom. Os preços eram exorbitantes. Nessa época comecei a desenhar para o
site SPFC1935, desenhos bem crus, estava me dedicando com afinco ao trabalho,
para depois buscar o curso novamente. Comecei a fazer um curso depois de
trabalhar por um ano numa loja do São Paulo Mania, com vendas. Nesse curso pude
conhecer muitos estilos e fui desenhando de tudo pra descobrir o traço que eu
mais gostava.
Hoje suas caricaturas
fazem sucesso, qual foi sua motivação para os especiais aos jogadores do SPFC?
Você faz trabalhos pra torcedores de outros clubes?
O
tempo passou e veio a história de que o Rogério ia encerrar a carreira. Fiquei
triste de verdade. Ai pensei: Tenho que homenageá-lo.
Surgiu
a ideia de: Um mito por dia. Não sabia como ia sair, mas tentei homenageá-lo.
Ele sempre foi um exemplo pra mim. Tinha que ser todo dia, todos à mão. Comecei
a fazer no ônibus, na saída do trabalho. Era um compromisso a postagem diária.
Acho
que meu segredo é não parar de desenhar. Um Mito por dia chamou muito a atenção
das pessoas. Eu me animei. Aí o Rogério falou que não ia mais parar. Ufa! Fiquei contente e minha homenagem estava ali.
Meu
tempo está corrido, desenho até de madrugada. Estudei muito pra desenhar o
Luis, para desenhar os demais. Desenhei sem saber o que sairia. Aquele que ele compartilhou era um
rascunho. Fiquei surpresa, a Record me procurou e fizemos uma reportagem.
Mas se aparecer a oportunidade, desenharei jogadores de outros clubes sem problemas.
Como foi a experiência
de encontrar seus ídolos e mostrar à eles suas criações?
A
experiência da gravação me deixou um pouco nervosa, sou bem tímida. Encontrar
os jogadores foi demais. Não sei se a palavra certa é herói, mas eu acho que é
isso que eles são. Deve ser difícil ser jogador, são guerreiros pra mim e eu
pensei: eles são de verdade. Não dá pra descrever fielmente. O Muricy foi muito
legal comigo, pudemos conversar um pouco mais além do que a câmera pôde filmar,
foi sensacional. Abracei todos. Conheci muitas pessoas, algumas da equipe
médica. Fui elogiada por eles e isto fez toda a diferença. Acho que fiquei mais
tensa quando Rogério me pediu um autógrafo, mas, até dedicatória eu fiz!
(risos). Acredito que a filosofia de fazer o melhor sempre me faz cobrar sempre
mais e mais de mim. Fico feliz por ser assim, quero dar sempre o melhor que
posso oferecer.
Você participa de
projetos sociais, acredita que isso faz a diferença pra você, que se doa, pra
quem recebe e pra sociedade?
Muita
gente participa de projetos sociais indo até algum lugar e doando algum bem ou
dinheiro, muitas pessoas não tem tempo ou paciência para doarem-se a si mesmas
para o benefício de crianças ou pessoas que necessitam de mais atenção. Eu
adoro estar em contato com as crianças, proporcionando à elas momentos de bem
estar, onde possam se divertir e se expressarem, assim como eu pude um dia.
 
Grande
Eveline, à nós, resta desejar sorte, sucesso e tudo de melhor à você. Que é uma
grande amiga e que se esforça, se doa e busca seus sonhos!
Esperamos
ver muita coisa linda por aí, que seus planos e desejos se realizem!
Mais alguns trabalhos disponibilizados pela artista:
Nessa página você encontra os desenhos e informações importantes sobre o trabalho desta artista!
Acesse:http://bit.ly/evelinejorge (https://www.facebook.com/pages/EvelineJorge/759834024093032)
Instagram: @Eveline_Jorge
Por:
Tamyres Silva

@TamyresCecilia