Goleiro artilheiro, Rogério Mil, 100ni, M1TO ou simplesmente Rogério Ceni. A maneira como chamá-lo não difere das grandes conquistas e história que o atleta fez no São Paulo. O seu diferencial entre os goleiros de outros clubes não é só pela grandiosa visão técnica, defesas que desafiam a lei da física e liderança, mas também por ser um elemento diferenciado no elenco São Paulino. Com sua dedicação nos treinos e amor a camisa, conquistou o posto de cobrador oficial do time se tornando o maior goleiro artilheiro do mundo.

Hoje comemoramos 17 anos do chute inicial que levou Rogério Ceni ao mundo. O jogo era contra o time do União São João, em que o Tricolor venceu por 2×0, e um desses gols foi marcado por ele através de uma cobrança de falta.

 
Ceni tem 41 anos de idade e 23 anos de São Paulo FC, sua trajetória no clube é longa e não pense que foi fácil chegar aonde ele chegou. O M1TO é natural de Pato Branco/RS, filho do Eurydes e da Hertha, irmão de Rosicler, Rudimar e Ronaldo. Desde pequeno já possuía uma grande ligação com o esporte, gostava de praticar tênis e futebol e, aos 8 anos de idade, seus pais o matricularam na escolinha de futebol Grêmio Estudantil Patobranquense.

Pouco tempo depois, mais precisamente em 1985 mudou-se para Sinop, uma pequena cidade do interior do Mato Grosso, onde o goleiro começou a traçar sua história com o futebol.

Rogério Ceni trabalhou durante sua juventude no Banco do Brasil, em que também fazia parte do time de futebol, não como goleiro como a maioria imagina, mas assumiu a posição de volante com a camisa 5. Foi através desse time que Ceni descobriu sua verdadeira vocação, assumindo o posto de goleiro no lugar do seu chefe que havia se machucado.


 
Em 1989, integrou o time do Sinop Futebol Clube com apenas 17 anos. Na época, o clube conquistou o campeonato estadual, fato inédito para a equipe do interior.  Em 7 de Setembro deste mesmo ano, Rogério Ceni realizou um teste para atuar no seu time do coração, o São Paulo Futebol Clube. À partir daí o seu destino já estava traçado. Chegou ao clube ganhando ¾ de salário mínimo, foi destaque nas categorias de base como campeão juvenil e da Copa São Paulo 1993. 
(foto: portal terra esportes)
Alcançou o time principal, sendo reserva do saudoso Zetti. Passou para o profissional, integrou o time do “Expressinho”, dirigido por Muricy Ramalho, em que conquistou o título inédito da Copa Conmembol.

O goleiro artilheiro manteve-se reserva de Zetti até o ano de 1996, mas tamanha foi sua dedicação nos treinos, sendo sempre o primeiro a chegar e o último a sair, treinava faltas como ninguém, atitude bastante elogiada por Telê Santana. Foram aproximadamente 158 mil cobranças até alcançar o posto de cobrador oficial do time.

Mas foi em 15 de Fevereiro de 1997, contra o time do União São João, no estádio Hermínio Ometto, em Arraras, que Rogério Ceni deu o chute inicial para se tornar o maior goleiro artilheiro da história do futebol.

Depois disso ele não parou mais, se tornou o maior goleiro artilheiro do mundo, deixando pra trás o paraguaio Chilavert. Além disso, fez diversas vítimas com suas brilhantes cobranças de falta, entre eles estão:
Palmeiras – 7 gols
Cruzeiro – 6 gols
Vasco – 5 gols
Santos – 4 gols
Corinthians – 3 gols

 
2005 foi o ano em que Ceni mais marcou gols pelo Tricolor, foram 11 gols de falta e 10 de pênaltis. Em 2011 marcou o centésimo gol de sua carreira em cima do maior rival, o Corinthians. Até o momento o M1TO coleciona 114 gols (58 de falta, 55 de pênalti e 1 de bola rolando,cobrança de falta ensaiada contra o time do Cruzeiro, no Brasileirão 2006), com mais de 1126 jogos vestindo a camisa do São Paulo.

Aqui fica minha homenagem aos 17 anos do chute inicial de um artilheiro que, mais do que isso, é ídolo imbatível da nação São Paulina. Obrigada, Rogério Ceni, por vestir o mato e amar o clube como ninguém, pelas conquistas ao longo destes anos e o principal, por tamanha dedicação, comprometido e respeito por nós torcedores, levando o nome do Tricolor para o mundo!

Mariana Telhada
@telhadinha