Você conhece
a história dessa torcida?
O São Paulo disputava a Taça Libertadores da América no
Paraguai. Seus adversários, o Cerro Portenho e o Olímpia. Os torcedores
uniformizados (TUSP), estavam animados, pois era a primeira vez que compareciam
aos jogos no exterior. Os preparativos começaram muito bem. Fretaram 8 ônibus. No
entanto a viagem teve o amargo saber da derrota. O time perdeu o primeiro jogo
na quarta-feira por 3 a 2, para o Cerro Portenho e a torcida, a confiança na
diretoria da TUSP, devido à problemas entre os integrantes com hospedagens e
brindes que estariam sendo vendidos, ao invés de distribuídos.

As dificuldades para a fundação da Independente foram muitas.
Problemas com a diretoria social do clube e falta de sede para as reuniões. A
primeira reunião foi realizada uma das salas da Esfera Tour Turismo, na Av.
Ipiranga.

Nesse dia grandes decisões foram tomadas, sendo a principal a
escolha do nome, inspirado nos vários movimentos de independência que ocorriam
no mundo, que também traduzia os ideais da torcida.
O passo seguinte, a definição da camisa, depois organizaram a
diretoria, composta por: Newton Ribeiro, presidente; Rinaldo Cardoso Leite,
vice-presidente; Ricardo Rapp, coordenador de campo e tesoureiro; e Célio
Perina, José Octávio Alvez Azevedo, Plínio Peloso, José Oswaldo Feitosa, sem
cargos específicos. Nessa reunião ficou resolvido ainda, que usariam bandeirões
bem grandes de quatro por seis metros, com o nome da torcida para chamar
atenção nos estádios; e que a torcedora símbolo seria dona Filinha, figura
muito querida dos são-paulinos. A data oficial da fundação da Independente
ficou sendo a de 17 de abril de 1972. Seus estatutos ficaram prontos no dia 9
de junho do mesmo ano. Para ser sócio bastava ser são-paulino, ter duas fotografias
e contribuir mensalmente com Cr$20 mil, como é até hoje, com valor diferente.
A luta no campo não foi menor. Tiveram de brigar por um
espaço na arquibancada e no estádio, para guardar o material, e, ainda
conquistar novos torcedores. O primeiro jogo ao qual a torcida compareceu
oficialmente foi no dia 23 de abril de 1972, no Estádio do Pacaembu. O São
Paulo jogava contra a Lusa. A primeira preocupação foi o espaço a estabelecer
na arquibancada, já que na época a TUSP ocupava todo o local.
Em
agosto de 1995 ocorreu uma briga no Estádio do Pacaembu entre a Torcida do São
Paulo e a torcida do Palmeiras que infelizmente a F.P.F. proibiu a entrada nos
estádios e a Justiça por meio do Ministério Público anos depois fechou a
entidade Torcida Tricolor Independente. Nesses meses de proibição muita coisa
aconteceu na Independente, alguns diretores, fundadores e associados foram
afastados por ações não dignas de pessoas que amam a Torcida. Sendo que em 11
novembro de 1998 foi fundada o G.R.E.C. Tricolor Independente com novos
fundadores e também uma nova diretoria, todos unidos em prol da nova agremiação
que começava tudo do zero mas usava o respeitado nome Independente. A Independente foi a
única torcida que foi “tomada” por alguns ex-diretores e associados da torcida,
insatisfeitos. No final de 2002, o bonde de Batata e Negão assumiram a torcida,
sem dinheiro, com dívidas e sem ter um material na sede. Em pouco tempo a
torcida já estaria com novos fornecedores, diversas sub-sedes e caravanas para
todo mundo.
Como maior feito
desta atual diretoria, conhecida como “A Retomada” foi a volta aos estádios
paulistas com nossas faixas, camisas e bandeiras. Graças a cooperação e o
trabalho junto com ministério público e a Polícia Militar. A INDEPENDENTE pode
finalmente colocar uma faixa em um estádio de futebol em São Paulo com seu
nome.
Nas palavras de
Danilo Zamboni e Alessandro “Batata”, entendamos melhor como é fazer parte dessa maior família
tricolor do Brasil:
“São
42 anos! No qual um grupo de jovens idealistas, queriam mudanças, revolucionar
um conceito de torcida existente naquela época, fugir dos padrões. Nascemos da
ditadura militar, sofremos muito. Queríamos ter o direito de nos expressarmos,
o Brasil passava por momentos difíceis, muitos países estavam se libertando e
se tornando independentes. Foi decidido que o nome INDEPENDENTE seria baseado
nesses movimentos de independência do mundo e também independência dos padrões
que o SPFC  estabelecia. Nosso objetivo
foi desde sempre o de apoiar em qualquer situação e também cobrar. Tínhamos
poucas pessoas no início, foi no convencimento mesmo e um trabalho forte das
primeiras diretorias que nos trouxe para este lugar merecido de fato.
Hoje
somos “A Maior Família Tricolor do Brasil”, mais de 70.000 associados, com sub
sedes em diversos estados e em outros países também. Não somos perfeitos, temos
muito a realizar, temos problemas, perdas, conquistas. O associado precisa ter
ideologia, comprometimento e união. Estamos com o São Paulo na chuva, no sol,
no frio, ou seja, sempre! Queremos melhorar nosso time, lutamos e somos uma
família. Somos a primeira torcida com sede própria, fomos taxados de tudo!
Mudamos isso. Hoje temos Escola de Samba em ascensão e com certeza com o
trabalho forte da diretoria e dos integrantes, logo estaremos no grupo
especial.

tenho a agradecer, por integrar essa família por 42 anos. Meu agradecimento
também a cada um que lutou e luta, que honrou e honra a INDEPENDENTE, o
passado, o presente e o futuro!”
Danilo Zamboni – Sócio Fundador 044

“A INDEPENDENTE é minha família, minha religião.O amor que tenho com minha entidade é comparável ao amor de um filho por uma mãe, somos uma família cada vez mais forte. Não crescemos apenas em números, crescemos em ideologia.Hoje somos uma torcida ativa, tanto no futebol quanto no carnaval e em ações sociais.”
Alessandro “Batata”.

Dia 20 comemoraremos nossos 42 anos, aguardamos vocês!Abraços!

Por: Tamyres Silva
@TamyresCecilia

Fonte:http://independentenet.com.br/site2/historia/
Agradecimentos: Danilo Zamboni, Alessandro Batata e sua esposa, Rafaela. Marcos Venícios, Maguila Parada Inglesa, Newton Rocha de Oliveira.