Juvenal Juvêncio: 
Todos sabem que a era do Juvenal no tricolor não acabou muito bem, a eliminação para o Penapolense nas quartas de final do Campeonato Paulista, no Morumbi, foi o último ato do presidente no poder.

Mas Juvenal também fez muita coisa boa em sua gestão como: os títulos do Brasileirão que ele deu ao São Paulo, com méritos de Rogério Ceni e Muricy, metade dos títulos que o clube tem, a estrutura do dia a dia nos CTs de Cotia e Barra funda, foi o primeiro a utilizar a Lei Pelé para contratar, a política de pagamentos mantendo um teto salarial para os jogadores, se tornou um grande vendedor de atletas rendendo dinheiro ao clube, a força contra Ricardo Teixeira após o Morumbi ter ficado fora da Copa do Mundo.

E claro como toda gestão, teve seu lado ruim como: a mudança no estatuto o que permitiu sua segunda reeleição, virou uma máquina de demitir treinadores, errou muito em contratações, afastar os jogadores como uma forma de punição, trocou todos os bons profissionais dos Reffis, deixou o  Morumbi para trás não renovando o estádio.

 

Carlos Miguel Aidar: 
Antes de Juvenal, o último momento de aglutinação tricolor foi com Aidar. Presidente entre 1984 e 1988, uniu todos os grupos, todas as frentes. Foi líder também no cenário nacional, presidente que ajudou a fundar o Clube dos Treze que, naquela época, poderia ter sido Premier League – a liga inglesa só nasceu em 1992.Pelo São Paulo, Aidar foi um presidente exemplar. Assumiu em 1984 e logo contratou

Cilinho, famoso por formar jogadores na Ponte Preta, Guarani e XV de Jaú. Em janeiro de 1985, dava entrevistas dizendo que o futebol brasileiro estava falido e, por isso, ia formar jovens. Em cinco meses, o São Paulo de Cilinho e dos garotos Muller e Silas era eliminado pelo Grêmio sob aplausos da torcida. O São Paulo era espetáculo.

O time que não tinha dinheiro em janeiro era campeão paulista em dezembro de 1985 com futebol genial. Em outubro, contratou Falcão. Sem dinheiro, mas com engenhosidade.

Estava fora do futebol há 26 anos. O futebol mudou, ficou mais mercantil, menos amigável. Precisará cercar-se de boas companhias. No cenário nacional, tem uma ótima. É seu parceiro e cabo eleitora Ataíde Gil Guerreiro, um dos nomes mais fortes do final da história do Clube dos Treze, líder do processo de licitação que fez a TV pagar quatro vezes mais do que pagava aos clubes da Série A.

Por: Bianca Lamattina
@spfc1935 @bialamattina