Referência
no Esporte Rally Cross Country de Velocidade, Musa do esporte no país… Rainha
de Bateria da Escola de Samba TRICOLOR INDEPENDENTE, musa da Escola de Samba
X-9 Paulistana, Helena Soares arrebenta em todos os quesitos.
Mãe
de três filhos, dedicada a esporte, ao samba e à vida familiar, hoje nos conta
como iniciou sua carreira, como é ser pioneira num esporte basicamente
masculino e também o que espera do Carnaval 2015, onde a Escola de Samba Tricolor busca
conquistar o sonhado grupo especial do Carnaval Paulistano.
Confira
na íntegra essa entrevista!
O que te
motivou a se dedicar ao samba? Quem te apresentou à ele?
Helena- Comecei no samba no carnaval em 2012,
o convite surgiu em 2011, quando o Rally dos Sertões foi tema de Samba Enredo
da X-9 Paulistana. Nesta data já era conhecida como a Musa do Rally Brasileiro.
O convite da agremiação veio juntamente ao convite para ser Musa também da
escola e poder contar um pouquinho da minha história na avenida. Foi uma
surpresa muito grande, quase surreal, por que só acompanhava carnaval pela TV,
não sabia sambar e também nunca havia vivenciado tal experiência nem estado em
uma quadra de escola, tive que vencer a timidez. Foi surpreendente.
Minha
motivação para atuar junto às escolas como musa foi o esporte, assim poderia
divulgar meu trabalho, como apaixonada pelo Rally Cross Country de velocidade
para que o mundo saiba a história da qual faço parte.
Como você
definiria o sentimento de defender a torcida e a escola de um clube tão
grandioso?
Helena- Estar na ESCOLA DE SAMBA TRICOLOR
INDEPENDENTE é uma honra. Uma escola que tem uma história, tem o apoio da
torcida e sou são paulina desde que me conheço por gente!
Fazer
parte dessa comunidade, defender esse pavilhão é uma alegria. Vou motivada para
a quadra, adoro estar entre eles, para mim é um presente ter recebido esse
convite e eu só espero responder e retribuir à altura para a torcida. Defendo a
escola, defendo com unhas e dentes, sou uma verdadeira apaixonada pelo que faço
e me sinto realizada e imensamente feliz.
O que você
achou do samba enredo 2015 da escola? Acredita que ela tenha algo a ver com
você?
Helena- Adorei! É um samba que vem forte, uma
composição especial, fixamos facilmente, é animada, contagiante. Gostei
bastante.
Vencemos
a enquete de melhor samba enredo entre as escolas do grupo de acesso e estamos
imensamente felizes. O Samba Enredo tem tudo a ver com o Brasil, um povo
guerreiro, lutador, que não desanima. Me incluo com certeza nessa característica,
essa é minha essência. Minha profissão e minha vida exigem muito isso de mim,
que eu não desista, que eu lute. É o que eu faço, me identifico e acho que a escola vai
linda para a avenida, todos unidos para fazermos o melhor de nós, vamos dignos
de acesso ao grupo especial 2015!
Qual a sua
ligação com o SPFC? Torce desde criança? De onde veio esse amor?
Helena- Não sei bem explicar, não tive
influências em casa, meu pai é santista fanático e minha mãe não torce para
time nenhum, mas sempre gostei muito. Sempre fui mais atraída por brincadeiras
de menino, carrinho e bola me pareciam mais interessantes. Nunca fui muito “menininha”.
Talvez
seja por quê nasci em São Paulo, acreditava precisar torcer pelo time da
cidade, mas na adolescência, veio a melhor fase do Raí, o ícone do São Paulo,
mas sempre amei, sempre fui são paulina, assisto os jogos, sofro, vibro, já fui
assistir um jogo no Morumbi convidada pelo camarote Stadium, foi um momento
especial, pude conhecer o Museu do SPFC e me senti imensamente contente e mais
ligada ao time que amo, nossos laços se estreitaram ainda mais.
Qual seu maior ídolo no futebol?
Helena- Passei a assistir assiduamente e
entender um pouco mais de foi futebol na Copa de 1994, então não tem como não
citar a dupla Bebeto e Romário, Branco, Cafu, são algumas as referências. Pelé,
tem uma história sensacional, Rei do futebol, mas na atualidade meu ídolo é o Rogério
Ceni, que construiu sua história ao longo dos anos dentro do nosso clube, sou
grande admiradora e apaixonada pelo seu trabalho.
Você conhece
muitas mulheres que praticam Rally Cross Country de velocidade?
Helena- Na atualidade no Esporte Rally Cross
Country de Velocidade sou a única mulher no esporte, em disputa. Existem outras
mulheres navegadoras, exige a mesma coragem e a mesma dedicação que empreendo
no esporte. Minha grande inspiração é Helena Deyama, ela é a pioneira mas corre
hoje em outra categoria.
Como você
relaciona sua vida, ser mãe, as tarefas diárias, o automobilismo e o samba?
Helena- Me divido, que correria! Fechamento
de semestre escolar, estudos meus também, trabalho com o samba, ensaios, mas
muito esforço muito para poder cumprir bem todas as tarefas que me propus a
desenvolver. Com muita fé busco alcançar meus objetivos e trabalho sempre para
que o melhor seja feito em todos os meus projetos e em todos os setores da
minha vida. Amo minha família e sou muito dedicada!
Você se
considera uma “pioneira” num esporte basicamente masculino?
Helena- Sim, me considero uma das pioneiras. Nós,
por sermos mulheres não temos desvantagem alguma em relação aos homens no
automobilismo, pelo contrário, podemos ser competitivas e isso pudemos provar
através da disputa que tivemos onde liderei, vice-liderei, sendo única mulher,
não levamos desvantagem e não temos que nos privar em nada, temo que fazer o
que gostamos independente de qualquer coisa ou obstáculo.
Você acredita
que sua presença pode inspirar e estimular a participação de outras mulheres no
esporte?
Helena- Sim. Minha presença pode inspirar
assim como a presença das mulheres em geral em todas as categorias. Somos
fortes e batalhadoras e podemos ocupar muitas posições em diferentes ocupações, somos tão capazes quanto imaginamos.
E no Rally,
algum ídolo?
Helena- No Rally tenho alguns ídolos, alguns
em atividade. Acredito não tem como falar de automobilismo sem mencionar Ingo
Hoffman, pra mim ele é um dos melhores profissionais. Reinaldo Varella, Guiga
Spinelli, tantos outros que admiro e tento me inspirar. Busco assistir vídeos,
acompanhar pela internet, assim aprendo um pouquinho com todos eles.

Imagens cedidas por Helena Soares.
Por:
Tamyres Silva