Vitória de Ganso e Tricolor 

Assim que foi batido o martelo para vinda de Ganso ao São Paulo, o então presidente do Santos, Luís Álvaro, foi categórico: “Na minha opinião, o que ele tem é incurável”.

Com a saída tumultuada do meia, sobraram rusgas e declarações sobre a recuperação do atleta.

Era 23 de setembro de 2012 e o São Paulo apresentava a sua torcida Paulo Henrique Ganso, contestado pela torcida santista e condenado pelo ex-mandatário. O evento levou em sua apresentação mais de 40.000 são-paulinos no Morumbi e Ganso recebeu a camisa 8 (posteriormente a 10) e o apelido de Maestro. 

Por dois meses, o atleta teve como rotina, sessões no Reffis e preparação para a volta aos gramados, que aconteceria em 20 de novembro do mesmo ano, três meses antes da data estipulada  nos primeiros exames no Tricolor. 
Com os cuidados e a estrutura já conhecida do time são-paulino, Ganso deu a volta por cima, a ‘incurável’ lesão finalmente foi vencida e o Maestro virou um ‘jogador de aço’. O meia é o jogador de linha que mais atuou pelo São Paulo em 2014. 
Dos 56 jogos no ano, esteve em campo em 51. Pelo Santos, Ganso atuou em 57% dos jogos em 2009, em 58% em 2010, em 40% em 2011 e em 47% em 2012. No Morumbi, o meia entrou em campo em 80% das partidas da temporada passada e em quase 91% até aqui em 2014.

PH  Ganso vem cada mais se consolidando como peça fundamental para o meio de campo da equipe são-paulina. No ano de 2014 já são 7 gols, 17 assistências e lances geniais que ele nos proporciona quando menos esperamos durante a partida.