A braçadeira de capitão do time são-paulino pertence a
Rogério Ceni há mais de 10 anos, cerca de 900 jogos e essa marca se tornou mais um recorde do
goleiro. Mas o fato é que além de perdermos o goleiro-artilheiro no final do
ano, perderemos também a referência de liderança, o capitão do time e é
importante pensar em quem deverá assumir esse posto na nova fase do time, que
passará a atuar sem Rogério após mais de 20 anos.
É ele quem motiva a equipe em cada preleção, que arruma o
time durante as partidas, que conversa com o banco e opina em substituições
(sim, ele faz isso mesmo e não há problema nenhum. O cara tem credencial pra
isso!), é quem negocia o “bicho” da equipe, dá palpite em contratações e
conversa com o juiz em lances duvidosos da partida. Agora pense comigo: quem é
que pode ter essa função dentro do time e desempenhá-la tão bem quanto Ceni?

Se pensarmos em experiência e em jogadores com anos de casa,
poderíamos sugerir Kaká ou Luís Fabiano mas, nem um e nem o outro podem assumir
esse compromisso. O primeiro, Kaká, porque deve ir embora no final do ano e
Luís Fabiano porque… todos vocês sabem! Imaginem o Fabuloso conversando com o
juiz? Na boa, se tem uma coisa que ele não sabe é conversar com árbitros e ser coerente,
portanto, pensaremos em outra opção. 
Recentemente, Ceni entregou a braçadeira de capitão para o
lateral esquerdo uruguaio, Álvaro Pereira, no jogo contra o Huachipato, no
Chile. O São Paulo venceu por 3×2 e o M1TO justificou sua atitude pelo exemplo
de superação do jogador que, após disputar amistosos pelo seu país, se
apresentou rapidamente para defender o São Paulo no confronto pela
Sulamericana. “Deixei o Alvaro Pereira ser capitão por duas coisas: primeiro
por ser uruguaio e ter o domínio completo do espanhol. E outra porque vejo nele
um exemplo de superação. Um cara que estava na Ásia, voltou para jogar e ainda
mandou mensagem, feliz, dizendo que estava a caminho. É um exemplo para a
equipe”
– falou Rogério Ceni após o apito final.
Pereira contou com o aval do atual capitão nessa partida,
mas nada indica que assumirá o posto de líder que será deixado pelo goleiro. O
uruguaio é muito combativo, faz faltas muito duras e recebe muitos cartões.
Acredito que esse não deva ser o perfil que se espera do novo capitão.
Na defesa, vejo Tolói como um nome possível. Passando pelo
clube pela segunda vez, o zagueiro tem demonstrado firmeza e solidez na
posição. É um nome razoável, mas não sei como se comporta na parte de motivação
e organização da equipe. Entre os meus preferidos, cito três nomes: Denílson, Souza e
Paulo Henrique Ganso.
O primeiro, volante, camisa 15 do tricolor é cria da
base, foi promovido ao profissional, jogou fora do Brasil pelo Arsenal (ING) e
voltou em 2011 para o clube que o projetou. Teve oscilações neste período, mas
neste ano o jogador foi do céu ao inferno dentro do clube. Passou muito tempo na reserva e desacreditado, sem nenhum apoio da torcida, mas após cada treino, teve sua nova chance com Muricy e se tornou um das peças fundamentais do meio campo
são-paulino. É combativo e tem voz ativa para comandar seus parceiros, sempre vejo Denílson opinando e conversando com os companheiros durante a partida. 
Souza é um dos nomes mais importantes da equipe. Marcador
que contem os atacantes rivais mas também se apresenta na área para finalizar,
o camisa 5 veio para o São Paulo por empréstimo no início desse ano. Suas
ótimas atuações carimbaram seu passaporte para a Seleção Brasileira comandada
por Dunga. É um cara sério, porém carismático. Em entrevistas, sabe se
posicionar e agora, após troca com o Grêmio, é jogador definitivo do clube por
mais três anos. 
PH Ganso é nosso maestro, herdeiro da camisa 10 que um dia
foi de Raí. Está no clube desde 2012 e ainda divide opiniões dos torcedores. É um
jogador à moda antiga, clássico, corre pouco, não tem um ótimo arranque, mas é
dono de assistências e toques geniais. Quando arrisca chutes para o gol, acaba
surpreendendo também. Com Muricy, o futebol de Ganso cresceu absurdamente e, é
claro, que para ter um craque como esse no time, é preciso saber montá-lo. É
uma das peças fundamentais do famoso “quadrado mágico” e o grande nome de
ligação para o ataque. É um cara que já deu algumas declarações polêmicas pós
derrotas (como por exemplo cobrando mais apoio da torcida), mas, ao lado de
LF9, será o grande nome que sobrará no elenco após saída de Ceni e Kaká.
Qual a sua opinião, tricolor? Quem deverá sustentar a
braçadeira de capitão no ano que vem? COMENTE e PARTICIPE CONOSCO!
#VamoooooooSãoooooPaulooooooooooo
Créditos fotográficos: Eduardo Viana/Lancepress – Rubens Chiri/São Paulo FC – Djalma Vassão/Gazeta Press – Paulo Pinto/São Paulo FC
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