Ele já ultrapassou a artilharia de nomes como o de Pedro Rocha (119), Careca (115), Dino Sani (113), Canhoteiro (105) e Friedenreich (102). Com 122 gols marcados, está a seis tentos de Raí, que tem 128 gols, na décima colocação dos maiores artilheiros da história do São Paulo Futebol Clube. E eu não estou falando de nenhum jogador do ataque, mas sim do nosso goleiro, o M1TO, Rogério Ceni.
Não existe e é bem difícil de acontecer algo desse tamanho no futebol mundial: um goleiro ser considerado como um dos 10 maiores artilheiros de um clube e que tenha tantos gols marcados na carreira como Ceni tem.

Raí, como todos sabem, é ídolo no Morumbi por tudo que fez e conquistou por lá. Tem seu nome gravado na história são-paulina, na Seleção Brasileira e no futebol mundial. É um dos, senão o maior camisa 10 do time e que nos deu a América por duas vezes e o Mundo em uma (majestosa) ocasião. Mas e Rogério Ceni? O que ele tem a mais que Raí? É um posto difícil de superar, mas em meio a tantas opiniões, acredito que nosso goleiro superou o posto de número 1 (ou melhor, 01) na história do clube.

Ceni jogou por um só clube a vida toda (24 anos como profissional), ganhou todos os campeonatos possíveis jogando no gol do São Paulo (Paulista, Brasileiro, Libertadores, Mundial, Recopa e títulos internacionais), é capitão da equipe e líder dentro e fora de campo, treinou como nunca para que pudesse cobrar faltas pelo time e assim, em 1997, marcou seu primeiro gol entre os mais de 100. Nosso goleiro-artilheiro quebrou o recorde que era do goleiro paraguaio Chilavert (com 62 gols) em 2006 e de lá pra cá, a conta só aumentou. Rogério marcou contra todos os rivais diretos da cidade de São Paulo, o mais vazado deles foi o Palmeiras (7 gols) e o time que levou um único gol de Ceni foi o Corinthians, mas coube ao time alvinegro a façanha de entrar para a história do M1TO ao levar o centésimo gol da carreira do goleiro, em 2011, em Barueri-SP.

São tantos os recordes e feitos inéditos que eu passaria horas enumerando por aqui (este link ilustra muito bem tudo que Ceni já conquistou, clique aqui) , mas o fato curioso é que Ceni pode igualar a artilharia de Raí na história do clube se marcar mais 6 gols e até ultrapassar, caso marque 7. O goleiro irá se aposentar no final deste ano, portanto, restam poucos jogos para alcançar esta marca. Pelo Brasileirão, faltam apenas 10 rodadas, mas o São Paulo ainda disputa a Copa Sulamericana e, se chegar até a final deste torneio, são mais sete jogos garantidos. Ceni não é mais aquele exímio cobrador de faltas de antigamente, mas tem garantido seus tentos nas cobranças de pênalti. Pelo Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni é vice-artilheiro do time, com sete gols marcados.

Em janeiro, o São Paulindas acompanhou a “Sabatina com Raí”, promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, no MIS (clique aqui). Na época, Rogério tinha a marca de 107 gols marcados, mas o assunto já estava em discussão. Quando foi questionado sobre “perder” o posto de maior ídolo do clube para o goleiro, Raí não teve dúvidas em concordar. “Ele é o maior ídolo do clube, sim. Por tanto tempo defendendo o São Paulo e pelas conquistas. Eu só não aceito que ele faça mais gols do que eu com a camisa do São Paulo por que aí sim eu vou me incomodar”, brincou o nosso eterno camisa 10.

Para alcançar tal feito, Ceni precisa marcar um gol a cada três jogos, sendo que a média dele pelo clube é de um a cada pouco menos de 10 jogos (infos de nosso colunista CENIMANÍACO, Gabriel Perecini). De qualquer forma, Rogério Ceni já desbancou muitos artilheiros renomados e com seus 122 gols, garante a 11º posição no ranking dos maiores artilheiros do São Paulo FC.

Os dois jogadores nos deram o mundo e fizeram história no Tricolor. Um era ofensivo e o outro defensivo. Um, camisa 10, o outro, veste a única 01. Ceni e Raí seguem, lado a lado, na disputa de maior ídolo e artilheiro do clube. Resta saber se o futuro nos reserva outros ídolos como esses dois para que a nação são-paulina possa se orgulhar.

Créditos fotográficos: Vipcomm / André Lessa – AE / São Paulo FC Site Oficial e Divulgação
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