Hoje em dia muito se fala sobre jogadores sendo negociados para Europa e outras partes do mundo, com muito dinheiro envolvido e muita polêmica em volta também, mas você sabe como era feito antigamente?

O jogador Yeso Amalfi, grande atacante nas décadas de 1940 e 1950, foi o primeiro jogador a brilhar fora do país, nasceu em São Paulo em 6 de dezembro de 1923. Infelizmente, Yezo morreu no dia 10 de maio de 2014 após ter se adoentado.

De família são-paulina, começou a carreira no time de aspirantes do tricolor, indicado por Porfírio da Paz, um dos fundadores do time e autor do hino do clube. Teve uma ótima performance na campanha do título paulista de 1946, mas logo deixou o Brasil para defender alguns dos maiores clubes do mundo.

“Joguei em todas as categorias do São Paulo”, conta Amalfi em entrevista ao site Terra.

Passou por Boca Junior, Peñarol, Milionários da Colômbia, Nice, Olimpique de Marselha, Red Star da França, e Torino. Teve também uma passagem rápida pelo Palmeiras.

Um dos preferidos, a passagem pelo Boca Juniors, da Argentina. “Conheci o Carlos Gardel nessa época. Não gosto de falar muito porque choro”, emociona-se.

Amalfi após vestir a camisa do Peñarol no Uruguai, teve que ser vendido para o Nice, pois se relacionou com a mulher de um deputado. Na França, fez amizade com a atriz americana Grace Kelly. “Nunca vi mulher tão bonita e simples como ela”, diz Yeso.

Ao parar com o futebol, Yeso fez diversas atividades. Vendeu lotes de terra em Ilha Comprida e Iguape, foi secretário municipal de Esportes, trabalhou como assessor parlamentar de Jânio Quadros e Delfim Netto, e intermediou negociações entre jogadores, entre as quais a que levou o zagueiro Marcelo Djian, então no Corinthians, para o Lyon, da França.

Segundo o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa, disputou 72 jogos pelo clube com 44 vitórias, 14 empates e 14 derrotas.

Por: Bianca Lamattina
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