Luis Fabiano alcançou ontem mais um recorde após balançar as redes por duas vezes na vitória do São Paulo contra o CSA de Alagoas pela Copa do Brasil. Com 189 gols marcados, o Fabuloso divide o posto de terceiro maior artilheiro da história do clube com Teixeirinha. O camisa 9 só fica atrás de Gino Orlando (233) e Serginho Chulapa (242).

Saiba quem são os três maiores artilheiros do clube: 

Elisio dos Santos Teixeira, mais conhecido como Teixeirinha, nasceu em São Paulo, no ano de 1922, é um dos maiores ídolos da história do São Paulo, sendo um dos maiores destaques do grande time são-paulino dos anos 40 e ficou conhecido como “Rolo Compressor”.

Ingressou nos aspirantes do glorioso São Paulo em agosto de 1938, quando tinha apenas 17 anos. Em 8 de outubro, Teixeirinha jogou sua primeira partida no time principal, contra o Sanjuanense.
Foi o jogador que mais tempo atuou no São Paulo, assim como Rogério Ceni, participando de 18 temporadas. Primava pela regularidade. Nunca atuava mal, mas dificilmente era apontado como o melhor em campo. Entretanto, como a eficiência de Teixeirinha era bem acima da média, uma atuação normal dele era sempre muito valiosa para o São Paulo.
Uma jogada que Teixeirinha constantemente fazia, era superar o lateral adversário correndo junto à linha lateral do campo e só virar para a direita a poucos metros da linha de fundo. Quase nunca armava um ataque correndo em diagonal.
Nos anos 40/50, usava a “caixa” (armário) de número 1, que na época significava sinal de prestígio com os companheiros.
Seu último jogo foi contra o Rio Branco, do Espírito Santo, em 25 de Março de 1956.
Foi campeão paulista em 1943, 1945, 1946, 1948, 1949 e 1953, e vice em 1941, 1944, 1950 e 1952.

Gino Orlando nasceu em São Paulo, no dia 3 de setembro de 1929. Começou a jogar pelo São Paulo em 1952, sendo campeão paulista em 1953 e 1957. Segundo maior artilheiro da história do São Paulo, Gino anotou 232 gols pelo Tricolor Paulista em 447 partidas disputadas pelo Tricolor (250 vitórias, 96 empates, 101 derrotas). O ex-artilheiro figura entre os 10 na lista dos que mais atuaram com a camisa do clube paulista. Gino se definia como um jogador “grosso”, um típico atacante trombador, característica ainda mais acentuada haja vista seu biotipo forte.

Gino fez parte do combinado São Paulo/Seleção Paulista em jogo que fez parte da inauguração do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, no dia 9 de outubro de 1960. A partida foi contra o Nacional de Montevidéo, a segunda do novo estádio. Palmeiras e Corinthians “turbinaram” aquele Tricolor que bateu o Nacional por 3 a 0, com dois gols do próprio Gino e um de Canhoteiro.

O ex-artilheiro nunca escondeu seu amor pelo São Paulo e depois que encerrou sua carreira de jogador, foi administrador do Estádio do Morumbi, cargo que ocupou de 1969 até a sua morte, em 2003, vítima de parada cardíaca, aos 75 anos.

O maior artilheiro do São Paulo Futebol Clube é Sérgio Bernardino, mais conhecido como Serginho Chulapa. Nasceu em São Paulo, no dia 23 de dezembro de 1953. Sua estreia no elenco profissional do São Paulo foi promovida pelo técnico Telê Santana, em um amistoso contra o Bahia, em 6 de junho de 1973. Quatro dias depois, marcou seu primeiro gol como profissional, no empate em 1×1 contra o Corinthians. Naquele mesmo ano, foi emprestado ao Marília, voltando ao São Paulo em 1974.3

Pelo São Paulo, jogou, entre 1973 e 1982, um total de 401 partidas (210 vitórias, 113 empates e 78 derrotas) e marcou 243 gols, tornando-se até hoje o maior artilheiro da história do clube. Nesse período, conquistou o Campeonato Paulista de 1975, 1980 e 1981 e o Campeonato Brasileiro de 1977.

O centroavante era insuperável quando partia para o gol. Desengonçado, parecia que ia cair, mas nunca caía. Recuperava o equilíbrio durante a corrida e marcava. Era gol na certa. Usava os braços e o corpo também com uma habilidade incrível. Bola na sua esquerda era gol, na direita meio gol. Alto, fazia ainda muitos gols de cabeça. Era bom também para bater faltas e pênaltis. Tinha uma empatia especial com a torcida porque sabia provocar os adversários, quer com declarações fora de campo ou com atitudes “consagradoras”. A torcida adorava a mistura do jogo eficiente com o comportamento malandro. É o maior artilheiro da história do SPFC. Não foi a Copa de 78 por causa de uma suspensão por 14 meses, mas foi centroavante titular do Brasil na de 82.

*Fonte: Wikipédia / São Paulindas e São Paulo FC.

Créditos fotográficos: Rubens Chiri / São Paulo FC, Divulgação e Arquivo Histórico do SPFC

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