São Paulo e Uruguai sempre tiveram uma forte identificação. Um casamento perfeito, em que jogadores daquele país parecem ser moldados para que se encaixem perfeitamente com o estilo tricolor. A personalidade e garra uruguaias se confundem com a gana e exigência são paulinas. É como se – apesar das três cores – houvesse espaço para uma nuance da cor celeste na nossa camisa.

Anoitecemos com uma triste notícia, a de que um dos mais importantes ídolos que representam o legado uruguaio para o São Paulo faleceu. Apesar da dor e tristeza que ficam no coração de todo o amante do futebol, o que mais importa é reverenciar Pedro Rocha, que é parte fundamental da história desse clube.
Foto: elmorumbitemata.tumblr.com

Pedro Rocha colocou a camisa tricolor acima da de sua seleção por um momento, e fazer o gol que daria a vitória ao São Paulo no amistoso contra o Uruguai em 1974, no histórico estádio Centenário, em Montevidéu. 

Foto: spfc.net
Não importa quantos anos tenha, todo torcedor sente direta ou indiretamente os reflexos do legado deixado por Pedro Rocha e os grandes jogadores uruguaios no tricolor: Se não queremos sempre vencer, exigimos no mínimo garra. Se não podemos jogar junto, pedimos amor à camisa. Tudo isso por que nos acostumamos, mesmo que sem querer, com jogadores nesse perfil.

Não temos mais Pedro Rocha, mas temos sua história. A celeste e “el gran verdugo” nos ensinaram a honrar a camisa que se veste. Após ele, muitos outros uruguaios deixaram sua marca no São Paulo, mas não podemos falar desses jogadores sem destacá-los individualmente. E, sem dúvidas, um dos maiores jogadores celestes que brilharam com a camisa são paulina nos deixou.


“Se deslizaba como serpiente en el pasto. Jugaba con placer. Hacía lo que quería con la pelota. Y ella le creía todo.”