Consideradas como o “sexo frágil”, as mulheres vem ganhando ainda mais espaço na sociedade quando se diz respeito a “funções” que contradizem as leis masculinas.

Conquistamos nossa liberdade de escolha e respeito entre os machistas de plantão. Hoje somos independentes, temos nosso próprio salário, fazemos coisas que há algum tempo atrás era visto com absurdos e chegamos às arquibancadas dos estádios de futebol, ambiente que era totalmente desfavorável ao universo feminino.

Os estádios de futebol por sua vez, é palco de grandes jogos e clássicos do esporte que é paixão nacional. Reúne pessoas de todas as idades, raças, culturas e sexos. Seja na arquibancada ou em numerada, as mulheres garantiram seu espaço e fazem parte de grande parte do público que comparecem para torcer e empurrar seu time.

Pesquisas apontam que 80% das brasileiras torcem por algum time de futebol, sendo 30% que acompanham de perto, seja no estádio ou pelos meios de comunicação. São mulheres totalmente engajadas ao universo futebolístico onde discutem regras e esquemas táticos como ninguém. Opinam e comparecem aos jogos onde gritam, torcem e empurram seus clubes de coração. Sem contar que deixam o ambiente muito mais charmoso.

Além disso, ainda com o baixo número de produtos destinados a nós, somos 69% do público que mais consome produtos ligados ao time de coração.

Em meio a zabumbas, descontratarão, tensão, gritaria e homens sem camisa, a mulherada não perde a vaidade e em um lance ou outro dão uma leve conferida no visual. Nos intervalos retocam maquiagem e conferem o look, que a maioria dos casos são customizados.

Somos consumidoras fieis aos nossos clubes, independente de qual seja, ganhamos nosso espaço no universo que era restrito aos homens e que hoje, dividem espaço conosco. Mostramos que somos muito mais do que o sexo frágil, que beleza pode sim ser sinônimo de inteligência.

Saudações a todas as torcedoras São Paulindas, que de alguma forma, fazem da nossa torcida a mais bonita e charmosa do Brasil!

Por: Mariana Telhada
@telhadinha