Por Roberta Nina (@robertanina)

Muitos podem não concordar (e até mesmo cornetar), mas o fato que uma de nossas últimas contratações mais caras começa a nos dar um pouco do retorno esperado. Paulo Henrique Ganso divide opiniões, não agrada parte da torcida e deixa a outra metade na esperança, na saudade daquele meia genial que brilhou no Santos, ao lado de Neymar.

A verdade é que após as cirurgias que fez no joelho, seu futebol caiu de qualidade e passou a ser contestado: será Ganso um dia vai voltar a ser aquele maestro que encantou o país e lhe rendeu espaço até mesmo na Seleção Brasileira? A pergunta permanece no ar, mas suas últimas atuações merecem destaque. 

O jogador foi pouco utilizado por Ney Franco e nas oportunidades que teve, não conseguiu a titularidade, muito se deve à falta ritmo. Com a chegada de Muricy (que conhece o jogador como ninguém) e a queda de rendimento de Jadson, Ganso passou a ser a esperança de criação do São Paulo. Ele tem cumprido seu papel, afinal, não é um jogador de marcação e não tem obrigação de fazer isso. O camisa 8 tem que jogar solto, rumo ao gol e usar todo seu talento para servir nosso ataque.

PH Ganso tem se destacado mais, sim. Serviu os companheiros com ótimas assistências nos últimos jogos e também tem cruzado muito bem para a área, resultando em gols de cabeça como no último sábado (foi Ganso quem cobrou o escanteio para o primeiro gol e a falta para o terceiro, ambos marcados pelo zagueiro Antônio Carlos). Assim como todos os jogadores do elenco (até mesmo o M1TO), Ganso também comete seus deslizes. Neste último jogo, por exemplo, um toque de calcanhar errado que deu resultou no pênalti que originou o primeiro gol do Vitória.

Para comparar a atuação do meia nos dois times paulistas que atuou, vale lembrar que o antigo time santista tem formação e características bem diferentes do atual elenco são paulino. Para jogar da maneira ideal, Ganso precisa de um esquema que o favoreça e todo mundo sempre soube disso. Ele precisa de cobertura para criar jogadas agudas e servir os atacantes. Ele não irá marcar, não irá roubar bolas e nem correr atrás de ninguém. Ele não joga assim!

Ganso tem que abusar da elegância que tem ao tocar na bola. Sua postura, com a cabeça erguida, analisando o posicionamento dos companheiros é de se valorizar. Ou vocês preferem um Douglas desembestado que abaixa a cabeça e chuta pra onde o nariz está virado? Aliás, se falta algo de Douglas no Ganso é isso: ele precisa chutar mais para o gol!
Muricy já frisou diversas vezes que ele precisa arriscar mais, afinal, tem talento para isso. Segundo Paulo Vinícius Coelho (PVC) da ESPN, Paulo Henrique Ganso deu apenas 10 chutes a gol nestas 26 rodadas de Brasileirão. É muito pouco para um jogador com a qualidade que ele tem.

Não gostaria que a torcida do São Paulo desvalorizasse este jogador. É fato que ele ainda não mostrou tudo que sabe, mas esse é o momento de acreditar, dar um voto de confiança para este cara que fez todo brasileiro acreditar que seria um jogador promissor. Temos uma craque em mãos e, mesmo faltando aquele brilhantismo do início da carreira, Ganso pode nos ajudar e surpreender, ainda mais agora, nessa atual fase.

Por mim, ele pode substituir a batuta pela bandeja: precisamos, mais que nunca, do Ganso garçom e com a “pata” bem afiada!

#Vamooooooooooo São Paulooooooooooooooooo! 

Créditos fotográficos: Gaspar Nóbrega / VIPCOMM e Ari Ferreira 

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