Saudações tricolores! 
O SPFC iniciou uma nova fase na quinta-feira, contra a Ponte Preta. Mais uma fase com Muricy Ramalho no comando. Não, não temos chance de título nesta temporada. O time é fraco. O elenco, limitado. Mas Muricy já sabia de tudo isso. E mesmo assim, assumiu o comando tricolor. E o resultado já foi bom: vitória sobre a Ponte. Hoje o SPFC enfrenta o Vasco. Tem chances de vencer? Sim. Pode perder? Pode. 
Paulo Autuori saiu com resultados ruins. Mesmo tendo melhorado discretamente o padrão de jogo, ainda foi muito pouco para o time sair do Z4. Muricy chega com o nome sendo gritado pelas arquibancadas e com a esperança que o time jogue um pouco melhor e saia desta. Alguns detalhes pudemos observar na partida de quinta: 
o time combateu mais. Sim, o número de faltas foi grande. Mas era nítido que o time estava com mais ‘vontade’ e mais ‘pegada’ que nos jogos anteriores. 
Muricy instalou o sistema com 3 zagueiros. Nossos zagueiros são instáveis, Antônio Carlos é o melhor na posição e Rodrigo Caio está  indo bem, embora bem jovem ainda. Minha opinião? Acho que deveria ser mantido este sistema. Nossos laterais não marcam, assim instalar um sistema 4-4-2 ou 4-3-1-2 é um pouco arriscado, pois estes sistemas dependeriam de laterais marcando, coisas que os nossos não sabem fazer. O problema do 3-5-2 é que não temos volantes que ajudem na marcação tanto quanto já tivemos em um passado não-muito-distante. Denílson já é desfalque hoje e Maicon, sozinho, não dá. Pra compor sim, mas alguém tem que ajudá-lo no primeiro bote. 
A vibração e a cobrança do lado do campo foi nítida. Isso eu sentia falta em Paulo Autuori. Sempre senti. Acho que a postura de ficar inabalável à beira do gramado, quando tudo vai bem, legal. Dá um ar de seriedade e controle emocional. Mas quando o time está mal, o técnico tem que cobrar mais. Tem que ter vibração e um certo ‘descontrole’. Tem que chamar jogador no saco, tem que reclamar…Faz parte! Lembro de um jogo entre SPFC x Corinthians, que Tite não parou um único momento: falou com os jogadores, com o árbitro, com todo mundo que estivesse por ali. Ney Franco ficava quieto. Ouso dizer que Tite mandou e desmandou no jogo, sobretudo quando a arbitragem não expulsou um jogador do Corinthians que já tinha amarelo. Sim, isso conta. Está mais do que na hora de mostrar ao próprio time em campo, aos árbitros e pra quem mais quiser ver, que o time tem comando. Isso pode parecer que não, mas muda muita coisa: muda a auto-estima, ajuda a mudar todo o psicológico do time. Quando você acha que você é forte o bastante pra não cair e faz parte de uma equipe, com comando, suas chances de cair são bem menores. 
Que o time aproveite bem a experiência de Muricy e que ele consiga passar para este limitado elenco que dá pra sair desta situação: basta um pouco de vontade, concentração, auto-estima e capricho, menos ‘mimimi’ e menos arrogância. É isso que todo torcedor são-paulino quer quando grita ‘É Muricy!’


Thaís Cachuté Paradella.  

Crédito da Foto: esportes.r7.com